O Brasil deve atingir a meta de inflação de 3% do Banco Central até o final de 2025, de acordo com um relatório da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgado nesta segunda-feira (5). A entidade, que reúne as economias de ponta no mundo, prevê que o índice de preços no país fique em 3,28% neste ano, dentro da faixa de tolerância do BC, de 1,5% a 4,5%. Esse cenário é mais otimista do que o esperado pelo mercado, que projetou uma inflação de 3,81% para 2024, segundo o último Boletim Focus.
A OCDE também estima que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresça 1,8% em 2024 e 2% em 2025, ligeiramente acima das projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional), que foram de 1,7% e 1,9%, respectivamente. O relatório destaca que a política monetária deve permanecer prudente e restritiva na maioria das economias emergentes, incluindo o Brasil, para conter as pressões inflacionárias.
Além disso, a entidade afirma que outros países em desenvolvimento, como Índia, Indonésia, México e África do Sul, também devem ter a inflação alinhada com as metas de seus bancos centrais, seguindo uma tendência similar à dos países da zona do euro, que devem registrar uma inflação de 2,57% em 2024.
O relatório da OCDE ainda aponta que o crescimento global deve ser “moderado” nos próximos anos, de 2,9% em 2024 e 3% em 2025, refletindo as condições financeiras mais apertadas, o enfraquecimento do mercado de crédito e imobiliário e a baixa demanda no comércio mundial.
Com informações da Folha de S.Paulo





