Orçamento do governo para 2025 não prevê recomposição salarial dos servidores

Reajuste foi dividido em três parcelas e faz parte de um acordo para repor as perdas inflacionárias de 2017 e 2021

Pelo segundo ano consecutivo os servidores do Executivo vão ficar sem o pagamento das recomposições salariais aprovadas em lei e não pagas pelo estado. Isto porque a exemplo do que ocorreu em 2024, o orçamento para o próximo ano – já em discussão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) – também não prevê o incremento.

O alerta é do pelo deputado Luiz Paulo (PSD) e do Fórum Permanente de Servidores Públicos do Estado do Rio (Fosperj). O movimento vem liderando as manifestações pelo pagamento e, na semana passada, participou do encontro em que representantes do governo apresentaram a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2025.

Desde fevereiro, a Alerj, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, Ministério Público e Defensoria Pública começaram a pagar incremento nos vencimentos base. Dividido em três parcelas, ele é parte de um trato entre os estatutários e o Executivo, referente às perdas inflacionárias acumuladas pelas categorias entre 2017 e 2021

Ao contrário dos outros poderes, o Executivo não iniciou o pagamento da segunda parcela, de 6,5%, referente ao ano passado. Pelo visto, no entanto, os servidores de diferentes categorias do estado vão continuar sem receber.

“Foi uma surpresa saber que mais uma vez o IPCA não está previsto no orçamento de 2025. Mais uma vez ficamos de fora para que outros setores sejam privilegiados. Isso é um absurdo. Estamos perdendo poder de compra e adoecendo. Estamos sem condições financeiras para arcar com nossa saúde. Vamos negociar com todos os deputados”, alerta Roberto Carlos, um dos integrantes do Fosperj.

Segundo Luiz Paulo, a LOA até previu correções do IPCA para outros Poderes, mas não inclui os servidores do Executivo. Ele diz ainda que também não foi incluído no orçamento os gastos por poderes, o que é uma falha de execução do projeto.

“Essa é uma falha que tem que ser corrigida. Quanto ao IPCA dos servidores, isso só pode ser alterado através de emenda. A discussão passa, fundamentalmente, pelo projeto de lei complementar 121/24, em tramitação na Câmara dos Deputados, que reduz a dívida do estado com a União e, dessa forma, o recurso poderia ser redirecionado”, explica, fazendo referência ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), nome dado ao PLC.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading