A Câmara do Rio iniciou ontem (22) a maratona de audiências públicas para debater o orçamento municipal de 2026 e o planejamento para os próximos quatro anos, por meio do Plano Plurianual (PPA) 2026-2029, aprovado em primeira discussão na sessão desta quinta-feira (23). Os primeiros convidados pela Comissão de Finanças foram os representantes da área de Infraestrutura, que detalharam um orçamento de R$ 1,05 bilhão para o próximo ano.
Entre os principais anúncios, destacam-se o início das obras do PAC da Maré – Periferia Viva, a construção de um novo túnel hidráulico na Tijuca e a entrega e ampliação de grandes parques urbanos.
PAC da Maré e novos parques
Wanderson José dos Santos, secretário de Infraestrutura, afirmou que, do orçamento total da pasta, R$ 603,7 milhões serão destinados a obras de urbanização e revitalização. A principal ação será a urbanização e regularização fundiária do PAC da Maré, que, segundo ele, deverá ser lançada até o fim deste ano.
A pasta também detalhou o cronograma dos parques, com a entrega do Parque Piedade — que leva o nome do sambista Arlindo Cruz — prevista já para este domingo (26). O Parque Oeste (Cesário de Melo) também já conta com previsão, devendo ser concluído até o primeiro semestre de 2026. Na lista de projetos da secretaria constam ainda a conclusão do parque Terra Prometida, em Santa Cruz, e a duplicação do Parque Realengo (Parque Susana Naspolini). “São equipamentos importantes para dar mais opção de lazer para os moradores”, justificou o secretário.
Combate a enchentes e riscos
Na área de saneamento e resiliência climática, José Luiz Telles, presidente da Rio-Águas, anunciou um orçamento de R$ 624,7 milhões. A grande obra do período será a construção do Túnel da Tijuca, uma obra hidráulica com previsão de 25 meses de duração, além da ampliação do sistema de reservatórios da cidade, começando pelo de Realengo (Rio Piraquara). A fase 2 das obras no Jardim Maravilha também está no radar.
Já Andreson Marins, da Geo-Rio, informou que R$ 10,7 milhões serão destinados ao monitoramento de riscos (Alerta Rio) e R$ 2,5 milhões para a manutenção de drenagens em encostas.
Iluminação em favelas e túneis
Fechando as apresentações, Rafael Thompson, presidente da Rioluz, destacou o plano de levar 112 mil novos pontos de iluminação para comunidades do Rio. “Como gestor, fico feliz em poder diminuir a distância entre a favela e o asfalto”, celebrou.
Embora o orçamento direto do órgão seja de R$ 3,6 milhões, Thompson lembrou que o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) de iluminação tem R$ 347,4 milhões previstos para 2026. O valor também cobrirá a revitalização de 18 túneis com iluminação moderna e a manutenção de planos inclinados, como os do Santa Marta e da Penha.
A audiência foi acompanhada por membros da Comissão de Finanças, incluindo os vereadores Welington Dias (PDT), que questionou o equilíbrio entre obras novas e manutenção, e Flávio Valle (PSD).






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