A Operação Ordo — que significa ordem — entra em seu segundo dia nesta terça-feira. A ação é realizada em dez comunidades da Zona Oeste do Rio que vivem uma disputa por territórios travada entre milicianos e a facção criminosa Comando Vermelho. Participam da ação policiais militares, civis e concessionárias de prestadoras de serviços, além de órgãos estaduais e municipais. A mobilização não tem data para terminar.
A operação acontece na Cidade de Deus, na Gardênia Azul, em Rio das Pedras, no Morro do Banco, na Fontela, na Muzema, na Tijuquinha, no Sítio do Pai João, no Terreirão e na César Maia, nos bairros de Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Recreio, Itanhangá, Vargem Grande e Vargem Pequena.
Nesta segunda, ao fazer um balanço do primeiro dia da ação, o governador Cláudio Castro afirmou que não houve registros de confronto e relatou que houve denúncias de vazamento. Disse que ficou “triste” e irritado “profundamente” com isso e prometeu punir, através da Corregedoria, policiais que passaram informações aos bandidos.
— São servidores que deveriam estar do lado da lei e que estão desvirtuados. Que já fiquem cientes que vamos achar e punir severamente aquele que deveria estar do nosso lado — afirmou o governador, em entrevista no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).
Ao todo, são 28 pessoas foram presas, sendo 23 em flagrante, e outros cinco por cumprimento de mandados. Quatro adolescentes foram apreendidos e 130 quilos de drogas, com valor estimado em R$ 160 mil, foram encontrados pelos agentes. Os presos e o material são encaminhados para a 16ª DP (Barra da Tijuca), que concentra as ocorrências da Operação Ordo. Houve retirada de barricadas de ruas de comunidades.
Estabelecimentos fechados
Um açougue no Terreirão foi fechado, na segunda-feira, devido à comercialização de meia tonelada de alimentos estragados ou sem identificação de validade. O proprietário foi preso em flagrante pela Delegacia do Consumidor (Decon), onde foi autuado por “crime contra as relações de consumo”.
Na mesma comunidade, agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) interditaram uma marmoraria ilegal. No local, os agentes flagraram despejo de resíduos de mármore diretamente na rede pluvial, além do furto de luz e água. O dono foi conduzido para a especializada.
Já na Muzema, um aterro de descarte irregular de resíduos de construção civil foi interditado por agentes da Superintendência de Combate aos Crimes Ambientais (SUPCCA), em conjunto com o INEA e a Polícia Civil. O local funcionava sobre a margem da lagoa da Tijuca, uma Área de Preservação Permanente, e poluía tanto o córrego quanto o solo. Os agentes também identificaram que o espaço era utilizado para despejo irregular de esgoto.
Fábrica clandestina
Uma fábrica de gelo clandestina na Cidade de Deus também foi interditada por agentes da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade. O funcionamento estava poluindo o solo e rede hídrica do entorno, com vazamento de óleo direto para a rede de esgoto. O estabelecimento também realizava furto de água. Segundo a pasta, as investigações da polícia vão apontar se a fábrica tem ligação com o crime organizado.
Com informações do GLOBO.





