Operação conjunta de polícias em favelas da Zona Oeste do Rio pode ser levada para outras comunidades na capital e cidades fluminenses

A operação Ordo iniciou suas atividades na última segunda-feira (15/07) e, segundo o governador Cláudio Castro, não tem data para terminar

A Operação Ordo — que significa ordem — iniciada na segunda-feira em dez comunidades na Zona Oeste do Rio pode ser levada para outras comunidades da capital e de outras cidades fluminenses. A informação é do secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos. Entre os locais na cidade do Rio que podem receber medidas semelhantes estão a Praça Seca, também na Zona Oeste, e o Complexo do Lins, na Zona Norte. Não está descartado levar esse modelo de ocupação, que não tem data para terminar, para outros pontos do estado.

— A Praça Seca é um outro objetivo. Nós estamos modelando a ação. Ela tem aplicabilidade em qualquer região do estado do Rio de Janeiro. A mancha criminal está muito concentrada nesse perímetro (Zona Oeste). Por isso nós escolhemos a região, essas dez comunidades, primeiramente — disse o secretário.

O secretário disse, ainda, que dependendo da região, a operação, que está atuando com dois mil homens, pode utilizar um efetivo maior. A ideia é replicar em outros pontos do estado também, como Região Serrana, Costa Verde e Costa Azul, exemplificou.

Além de equipes das polícias, Operação Ordo conta com concessionárias e secretarias para levar serviços regulares às comunidades — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Além de equipes das polícias, Operação Ordo conta com concessionárias e secretarias para levar serviços regulares às comunidades — Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

A operação é realizada na Cidade de Deus, na Gardênia Azul, em Rio das Pedras, no Morro do Banco, na Fontela, na Muzema, na Tijuquinha, no Sítio do Pai João, no Terreirão e na César Maia, nos bairros de Jacarepaguá, Barra da Tijuca, Recreio, Itanhangá, Vargem Grande e Vargem Pequena.

Sobre a suspeita de vazamento de informações sobre a operação, no primeiro dia, levantada pelo governador Cláudio Castro, o secretário disse que a preocupação maior é saber se o vazamento é qualitativo, se serviu, por exemplo, para facilitar a fuga de algum alvo importante das investigações. Em caso de confirmação, reafirmou que a punição será exemplar.

De acordo com dados atualizados, as prisões subiram para 31, a maioria no primeiro dia e em flagrante. O foco, neste segundo dia, será atacar a exploração de serviços pelos criminosos, com o objetivo de asfixiar financeiramente as quadrilhas.

Para isso, o secretário se reuniu no começo desta manhã, na base do Segurança Presente da Barra da Tijuca, com representantes de concessionárias de serviços públicos como Iguá (água), Naturgy (gás) e Light (energia elétrica). Depois do encontro, equipes dessas empresas seguiram para as comunidades com apoio dos agentes de segurança pública.

— Vamos adentrar nessas comunidades para restabelecer serviço interrompidos. A Polícia Militar vai estar presente ostensivamente para garantir que os serviços sejam prestados e, obviamente, a Polícia Civil e a DDSD (Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados), que é a especializada. Havendo algum tipo de crime desses serviços, vão atuar. Basicamente, hoje será dessa maneira, na parte da manhã.

Victor Santos disse que a diferença dessa operação para as outras é que antes o foco principal era apreender drogas e prender traficantes. Essa tem como objetivo também as atividades ilegais criminosas e sufocar financeiramente as quadrilhas para combater a disputa pela receita dos territórios.

— Hoje, a segurança pública visa juntar todos esses atores. Por isso a ação é integrada. E identificar quem está explorando efetivamente esses serviços e subjugando a população.

Com informações do GLOBO.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading