Operação da polícia na Baixada Santista tem mais 2 mortos e número de vítimas chega a 53

Homens morreram em suposta troca de tiros com a PM no Guarujá.

Mais dois homens morreram em supostos confrontos com policiais militares nesta segunda-feira (25) em Guarujá, na Baixada Santista, levando a 53 o número de mortos da Operação Verão.

Os corpos ainda não foram identificados, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

De acordo com a pasta, agentes da força Tática do 4° Batalhão de Polícia Militar estavam numa comunidade quando dois suspeitos começaram a atirar, e então os agentes revidaram, atingindo os homens.

A polícia apreendeu duas pistolas 9 mm, maconha e balanças de precisão. O caso foi registrado como tráfico de drogas, tentativa de homicídio, morte decorrente de intervenção policial e legítima defesa na Delegacia de Guarujá. Todas as circunstâncias relativas aos fatos serão apuradas”, diz a SSP.

Os baleados tiveram suas mortes constatadas no local pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), e a polícia científica foi acionada para realizar perícia, ainda segundo a secretaria.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que “as mortes em confronto são resultado da reação violenta dos criminosos ao trabalho policial”.

A primeira fase da Operação Verão começou em 18 de dezembro, com foco no reforço da segurança das cidades do litoral durante a alta temporada de verão. E entrou em uma nova fase após a morte do soldado da Rota Samuel Wesley Cosmo, 35, no dia 2 de fevereiro — ele foi assassinado durante patrulhamento em uma favela de palafitas na periferia de Santos.

Após o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, dizer não reconhecer excessos por parte da PM, a Ouvidoria da Polícia disse ter encaminhado ao governo do estado 27 queixas de abusos na operação entre janeiro e fevereiro.

A gestão Tarcísio diz ainda que todos os casos de mortes em confronto são rigorosamente investigados pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento do Ministério Público e do Judiciário.

Diante da violência que atinge a região, organizações de direitos humanos denunciaram na ONU as ações da PM no litoral. O governador chegou a dizer “não estar nem aí” para as possíveis denúncias de violações apresentadas para o colegiado internacional.

A Operação Verão está na terceira fase e permanece em andamento por tempo indeterminado, segundo a SSP. A pasta afirma que, desde o início, 967 criminosos foram presos, incluindo 384 procurados pela Justiça, e 941 kg de drogas foram apreendidos. Diz ainda que 103 armas ilegais, incluindo fuzis de uso restrito, foram recolhidas.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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