Operação da PF tira Jordy e Sóstenes do páreo pelo Senado em 2026

Operação da Polícia Federal enfraquece nomes cotados para o Senado em 2026 e reposiciona disputa interna do partido no Rio

Rodrigo Vilela

A operação da Polícia Federal que mirou os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, nesta sexta-feira, embaralhou a disputa interna do PL pela vaga deixada por Flávio Bolsonaro para o Senado, no ano que vem. Jordy colocou o próprio nome à Casa Alta, enquanto Sóstenes era visto como possível candidato pelo vínculo com igrejas e por ser ligado à família Bolsonaro. A avaliação interna agora é de que dificilmente os dois conseguiriam se viabilizar ao posto. A outra vaga é certa para o governador do Rio,
Cláudio Castro. 

Quem ganha tamanho com isso é Carlos Portinho, que já é senador, e segue com o nome colocado, sem ter sido alvo da operação da PF. Hélio Lopes e Altineu Côrtes, também seguem cotados.

A PF apreendeu R$ 430 mil em dinheiro em espécie em um endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) durante uma operação realizada nesta sexta-feira para apurar suspeitas de desvio de recursos da cota parlamentar. A ação faz parte de uma investigação que avançou sobre parlamentares após um ano de apurações concentradas em assessores.

Além de Sóstenes, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também é alvo de mandados de busca e apreensão. Ao todo, a Polícia Federal cumpre sete ordens judiciais, todas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, em endereços localizados no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro.

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