A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira duas grandes operações no Rio contra o tráfico internacional de drogas. Policiais têm como objetivo cumprir, ao todo, 39 mandados de prisão e 47 de busca e apreensão em cinco estados e em três países.
Mais de 200 policiais federais estão nas ruas para as duas operações que miram o tráfico de drogas internacional no Rio. A operação ‘Turfe’ cumpre 20 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão contra um grupo que comprava drogas de países produtores, como Bolívia e Colômbia, e intermediava a distribuição para o mercado europeu. Segundo as investigações, a quadrilha lava o dinheiro do crime com a aquisição de cavalos de corrida.
As duas operações já têm, juntas, 12 presos – são 39 mandados de prisão expedidos. Os presos são levados para a Superintendência da PF, na Praça Mauá.
Uma das equipes da Polícia Federal está na na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, onde houve um intenso tiroteio logo no início da manhã. A PF é acompanhada pela Polícia Militar na ação. Ainda não há relatos de feridos.
Até as 8h30m, ao menos 13 pessoas já haviam sido presas nas duas operações.
Todos os mandados foram expedidos pela 5ª e pela 10ª Vara Federal Criminal do Rio.
Ao menos dois blindados do Comando de Operações Táticas (COT) foram utilizados na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio.
Quando os policiais chegaram ao local, houve um intenso tiroteio, segundo moradores. Na última sexta-feira (11), uma operação da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal na região terminou com oito mortos em confronto — todos eram criminosos, de acordo com a polícia.
Por conta da ação na Vila Cruzeiro nesta terça-feira, 15 unidades escolares da rede municipal no Complexo da Penha foram fechadas e só vão oferecer atendimento remoto.
Nesta terça, os agentes encontraram R$ 900 mil em notas falsas em uma casa em Campinas, em São Paulo. Ainda em São Paulo, as equipes encontram milhares de reais, euros e dólares em uma casa de câmbio. Já no Paraguai, a Operação Turfe apreendeu carros e joias, além de dinheiro.
Segundo os investigadores, em dois anos de investigações, a PF apreendeu pelo menos 10 toneladas de cocaína e bloqueou quase R$ 15 milhões dos traficantes.
De acordo com a Receita Federal, a droga era inserida em contêineres que eram exportados, utilizando-se da prática conhecida como “rip-on rip-off”, que consiste em utilizar uma exportação legal para enviar a droga ao exterior.
A PF tem o apoio do Ministério Público Federal (MPF), com a Drug Enforcement Administration (DEA) — a agência antidrogas dos Estados Unidos — e com a Europol.
Batizada de Turfe, a ação busca cumprir 20 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em cinco estados — Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso —, além de medidas de cooperação policial no Paraguai, na Espanha e em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Em um ano e seis meses de investigações, a força-tarefa identificou uma quadrilha que trazia drogas da Bolívia e da Colômbia para o Rio, de onde o material era enviado para a Europa.
Ao longo da investigação, foram apreendidas mais de oito toneladas de cocaína, tanto no Brasil, quanto na Europa. Além disso, mais de R$ 11 milhões foram apreendidos dos criminosos. O nome da operação faz referência a uma das formas de lavagem de capitais da organização criminosa, que é a aquisição e negociação de cavalos de corrida.
Já na Operação Brutium, os policiais federais buscam cumprir 19 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo. Em dois anos de investigações, a PF descobriu que a organização criminosa, identificada como No Limit Soldiers, aliou-se às duas maiores facções brasileiras para enviar cocaína da Bolívia e do Peru para a Europa. A No Limits Soldiers surgiu em Curaçao, no Caribe, e se expandiu para a América Central e para a Holanda. Com apoio da Drug Enforcement Administration (DEA) e das forças de segurança da França, do Marrocos, da Bélgica e da Espanha, a Polícia Federal apreendeu mais de duas toneladas de cocaína no Brasil, na Europa e na África, além de R$ 3,5 milhões.
(Com informações do Dia, do Extra e do site da PF)






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