A Polícia Civil fez, na manhã desta quinta-feira (31), uma operação na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, para cumprir mandados de prisão contra integrantes de uma quadrilha especializada em roubo de carga. Um suspeito morreu em confronto, três pessoas foram baleadas e outros 10 suspeitos estão presos. Além disso, dois fuzis, duas pistolas e drogas foram apreendidas.
Durante a entrada dos agentes da 21ª DP (Bonsucesso), com apoio de delegacias distritais, especializadas e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), houve intensa correria na região do Mandela.
Um homem chegou morto ao Hospital Federal de Bonsucesso, levado por policiais. Segundo a instituição, ele estava armado com uma pistola e entrou em confronto com agentes da Core. A arma foi apreendida.
Três pessoas baleadas deram entrada na UPA de Manguinhos e, em seguida, foram transferidas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Uma já foi liberada, e duas seguem na unidade de saúde. Destes dois últimos, um tem anotação criminal por roubo.
Funcionários da Fiocruz, que estavam chegando para trabalhar em um ônibus da empresa, precisaram ficar abaixados devido a intensa troca de tiros na Avenida Brasil. A instituição fica próxima da comunidade.

Moradores publicaram vídeos nas redes sociais denunciando que os policiais estão entrando nas casas usando spray de pimenta. Eles organizam uma manifestação na região.
De acordo com a polícia, as comunidades vizinhas no Mandela e no Jacaré são utilizadas pelos criminosos do Comando Vermelho como rotas de acesso a Manguinhos.
A Secretaria Municipal de (SMS) informou que uma clínica da família, que atende a região, suspendeu o início do funcionamento e avalia a possibilidade de abertura nas próximas horas. As escolas municipais estão em período de férias e, por isso, estão fechadas.
A operação
A ação faz parte da Operação Torniquete, iniciada em setembro de 2024. Desde então, mais de 570 suspeitos foram presos, e cargas e veículos avaliados em cerca de R$ 40 milhões foram recuperados. O valor total bloqueado em bens e ativos ligados às quadrilhas ultrapassa R$ 70 milhões.






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