ONU alerta para situação ‘apocalíptica’ em Gaza e risco de morte iminente da população

Ofensiva israelense gera crise humanitária no norte do território invadido, com falta de alimentos e medicamentos

A situação humanitária no norte da Faixa de Gaza, onde Israel conduz uma ofensiva intensa contra o Hamas, foi descrita como “apocalíptica” pelas principais agências da ONU, que alertam para o “risco iminente de morte” da população. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (1º), 15 chefes de agências humanitárias, incluindo diretores da OMS, Acnur, Unicef e Oxfam, pedem o fim imediato dos ataques israelenses e a proteção de trabalhadores humanitários, além de enfatizar a urgência de permitir ajuda humanitária ao território.

As forças israelenses lançaram uma operação em outubro, justificando o cerco ao Hamas para impedir a reestruturação de suas unidades de combate. O norte de Gaza está sitiado há quase um mês, sem suprimentos básicos, enquanto ataques aéreos e bombardeios continuam.

“A violência, as doenças e a fome ameaçam toda a população civil”

O comunicado denuncia centenas de mortes recentes, muitas delas de mulheres e crianças, e menciona que milhares de pessoas foram novamente forçadas a deixar suas casas. “A violência, as doenças e a fome ameaçam toda a população civil”, ressalta o texto.

As organizações expressam preocupação com a falta de alimentos, água e medicamentos, além das condições de segurança para trabalhadores humanitários, que enfrentam dificuldades para chegar à população necessitada. Autoridades dos EUA também fizeram apelos a Israel para que permita o ingresso de ajuda emergencial, mas as restrições persistem.

A ONU e demais agências pedem ainda a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas e dos palestinos detidos de forma considerada ilegal. A crise humanitária na Faixa de Gaza se intensificou após o ataque de militantes do Hamas em 7 de outubro, que deixou 1.206 mortos em Israel e resultou no sequestro de 251 pessoas. Dados oficiais indicam que 43.259 palestinos perderam a vida em Gaza desde o início da resposta militar israelense, um número confirmado pelo Ministério da Saúde de Gaza e considerado confiável pela ONU.

Com informações de O Globo

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