O júri popular do oficial da Marinha Cristiano da Silva Lacerda, acusado de matar a facadas os pais do ex-namorado, foi adiado para dezembro deste ano. O julgamento estava programado para esta quarta-feira (16), mas foi reagendado por conta de uma reclamação da defesa, que alegou interferências do magistrado que não permitiu a inclusão de novos documentos em favor do réu. A informação é do G1.
Cristiano está preso preventivamente desde 2022, quando assassinou a facadas os sogros Geraldo Coelho, de 73 anos, e Osélia Coelho, de 72. De acordo com o advogado das vítimas, Ricardo Sadi, a reclamação da defesa estaria em consonância com uma retirada estratégica para suspender o julgamento e ganhar tempo.
Segundo ele, a defesa levou um grande volume de documentos e, ao ter o anexo negado, optou por se retirar de última hora, impossibilitando a continuidade sem a presença de uma representação legal ao réu. Para a defesa de Cristiano, o adiamento seria a única opção viável, afirmando que a opinião dos jurados seria contaminada sem o material anexado.
Presente no julgamento, Felipe Coelho, filho da vítima e ex-namorado de Cristiano, pediu a condenação do réu antes do julgamento. O jovem também lamentou o adiamento. “É muito doloroso ver mais uma vez nossa esperança por justiça ser adiada. Cada dia de espera é mais um dia de luto reaberto, mais um dia em que minha família e eu precisamos encontrar forças para suportar o que já deveria ter sido encerrado há muito tempos”, disse ao G1.
O caso
Considerado risca à integridade do ex-companheiro pela Justiça, o militar segue preso preventivamente. De acordo com a denúncia, Geraldo e Osélia Coelho foram surpreendidos pelo ex-genro enquanto, que morava na mesma casa, enquanto dormiam em um sofá-cama. O MP classificou o crime como homicídio triplamente qualificado, agravados por por motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa. Cristiano teria desferido em seus ex-sogros múltiplos golpes de faca.
O magistrado não descarta vingança por parte de Cristiano contra o ex-namorado, tendo apontado que o crime teve como objetivo causar sofrimento a Felipe Coelho. Na decisão que levou o caso a júri popular, o magistrado afirmou que o réu ainda demonstraria desejo de punição contra Felipe. Ambos estavam separados há cerca de dois meses por conta de um episódio de agressão.






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