O Conselho de Ética da OAB-RJ decidiu suspender a licença do advogado Marcello Guimarães, ex-conselheiro da entidade, após denúncias de violência doméstica feitas por ex-mulheres.
A decisão foi tomada pelo Tribunal de Ética da instituição e ocorreu minutos antes da divulgação pública. O caso ganhou repercussão devido à gravidade das acusações e ao histórico recente do profissional.
O episódio reacende o debate sobre a atuação disciplinar da Ordem em situações envolvendo condutas pessoais de seus membros fora do exercício direto da advocacia.
Histórico de denúncias e processos
Em outubro de 2025, o jornalista Lauro Jardim revelou que Marcello Guimarães figurava entre os oito candidatos à lista tríplice para o cargo de juiz substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Rio.
Na ocasião, o advogado já respondia a um processo por violência doméstica movido por uma ex-mulher. Além disso, havia contra ele um decreto de prisão preventiva, fundamentado na necessidade de preservar a integridade física e psicológica de outra ex-companheira.
Os registros judiciais também mencionam um episódio de desacato contra uma magistrada, o que ampliou a repercussão negativa em torno de sua candidatura e trajetória profissional.
Repercussão e impacto institucional
A suspensão do registro representa uma medida disciplinar relevante dentro da OAB-RJ, que tem como função zelar pela ética na advocacia e pela conduta de seus inscritos.
Casos como este costumam gerar impacto tanto na imagem da instituição quanto na confiança pública na classe jurídica, especialmente quando envolvem profissionais que já ocuparam cargos de destaque.
A reportagem foi originalmente divulgada pelo jornalista Ancelmo Gois, destacando a rapidez da decisão e o contexto das acusações que motivaram a medida disciplinar.






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