O Che Guevarra começa a atender às vítimas do Covid-19 em Maricá

O prefeito Fabiano Horta entregou na tarde desta sexta-feira (1º de maio – Dia do Trabalhador), o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara. Na solenidade, restrita por conta da pandemia do novo coronavírus, Fabiano enfatizou o importante papel que o hospital desempenhará no município, principalmente nesse período de pandemia. Ele também rendeu homenagens ao seu…

O prefeito Fabiano Horta entregou na tarde desta sexta-feira (1º de maio – Dia do Trabalhador), o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara. Na solenidade, restrita por conta da pandemia do novo coronavírus, Fabiano enfatizou o importante papel que o hospital desempenhará no município, principalmente nesse período de pandemia. Ele também rendeu homenagens ao seu antecessor, o ex-prefeito Washington Quaquá, que inciou as obras em sua gestão. Por causa do isolamento, Quaquá e a deputada Zeidan Lula acompanharam de casa a transmissão do ato pelas redes sociais. Em vídeo, a médica Aleida Guevarra, filha de Che, fez uma saudação ao prefeito, evocando o grande líder cubano José Martin, para afirmar “Honrar, honra’. E concluiu dizendo esperar que “o povo de Maricá possa se sentir protegido e bem atendido num hospital que leva o nome de um homem que todos amamos muito”.

“Apresentamos o Che com suas unidades de intensas na sala vermelha, de trauma, todo um conjunto médico hospitalar da melhor qualidade, com os melhores equipamentos, e acima de tudo, os melhores profissionais. As nossas equipes médicas foram treinadas nos melhores protocolos para enfrentar o novo coronavírus. Quero agradecer muito a essa equipe, e dizer a eles que esse esforço de solidariedade é uma luta da vida, uma luta de todos para que possamos transcender um tempo de agonia humana”, afirmou Fabiano.

A secretária de Saúde Simone Costa enfatizou que o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, no Centro, não vai parar com o seu atendimento. “O Conde é a nossa porta de entrada onde os pacientes vão chegar e vão ser referenciados. O Conde e o Che vão ser irmãos e precisamos trabalhar essa referência”, afirmou emocionada. “Agora é um momento de aprendizagem de todos juntos para sairmos dessa pandemia. Tenho certeza que daqui a pouco vamos ter pacientes saindo curados do Che e sendo aplaudidos por todos, porque vai ser mais uma vida salva. O Che chega com essa intenção de salvar vidas”, finalizou.

Após a solenidade de inauguração o prefeito e a secretária de Saúde percorreram os principais setores do Hospital Che Guevara, como sala de observação adulta, sala de trauma e centro cirúrgico. Eles ainda passaram pelos quartos que vão receber os primeiros pacientes no domingo, além dos CTIs.

Estiveram presentes o vice-prefeito Marcos Ribeiro, o secretário de Relações Institucionais, João Maurício Freitas e o presidente da Câmara Municipal, Aldair de Linda, entre outros vereadores e autoridades do Executivo.

Orçado em R$ 80 milhões com recursos próprios, o hospital tem capacidade para 137 leitos: enfermarias clínicas, de urgência e emergência, infantis, adultas e de idosos. Em sua área externa, possui um estacionamento com capacidade para 238 vagas. Ainda do lado de fora, o hospital possui um tanque de oxigênio de 11 mil litros (9.200 m³) para abastecer toda a unidade.

Em virtude da pandemia do novo coronavírus, o hospital inicialmente funcionará como polo de atendimento aos casos mais graves de infecção da doença. Nesta primeira fase, o Che Guevara receberá apenas pacientes graves de Covid-19, que serão encaminhados pelas unidades de saúde básicas e dos polos de atendimento montados no Centro, em Ponta Negra e Itaipuaçu.

Inicialmente, o hospital foi aberto com 75 leitos (20 de UTI, cinco de trauma, 10 de suporte e 40 de enfermarias). O atendimento de livre demanda, em que o paciente vai às unidades se consultar não será realizado nesta primeira etapa.

Dividido em três blocos- A, B, C- no primeiro estão localizadas as salas de trauma, de observação, consultórios, odontologia, medicação, pequenos procedimentos, quartos, leitos, centro de imagem; no B estão o centro cirúrgico, os dois Centros de Terapia Intensiva (CTI) e observação individual. Já no C, estão localizados os quartos, vestuário, laboratório, farmácia, rouparia e refeitório, além da área administrativa.

O hospital conta com os mais modernos equipamentos que são referência no país. No CTI, por exemplo, o aparelho de Raios-X digital, é capaz de realizar o exame no local, sem a necessidade do deslocamento do paciente.

A farmácia está totalmente abastecida para o início do funcionamento, e tem uma máquina fracionadora, que identifica medicamentos que saem do setor e vão para outras áreas do hospital.

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