O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feiram(29) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) jamais apoiaria alguém envolvido com crimes, como fraudes contra aposentados e ligações com o PCC. Nunes fez essas declarações referindo-se a Pablo Marçal (PRTB), durante um evento em Guaianases, Zona Leste de São Paulo.
Em meio a rumores de que o clã Bolsonaro estaria acenando em direção a Marçal, Nunes destacou que o ex-presidente não endossaria um candidato envolvido com pessoas presas por crimes graves e que confessou ter sido preso pela Polícia Federal.
“Sabe o que eu tenho certeza absoluta? Absoluta, que o presidente Jair Bolsonaro jamais vai apoiar alguém que foi condenado, preso, principalmente por fraudar e tomar dinheiro de aposentados em golpes de banco. Jamais. O presidente Bolsonaro jamais apoiaria alguém que está envolvido até o nariz com as pessoas do seu partido ligado ao PCC, com gravações, pessoas que foram presas por sequestro, enfim, uma quadrilha em torno do candidato e o próprio candidato que inclusive assumiu, confessou que ficou preso por quatro dias na Polícia Federal”, disse o prefeito, que tenta a reeleição.
Quando questionado sobre a participação de Marçal em um ato de 7 de setembro na Avenida Paulista, Nunes minimizou a situação. O ex-presidente Bolsonaro afirmou que qualquer candidato poderia subir no trio elétrico durante o evento.
Já o pastor Silas Malafaia, coordenador do ato, inicialmente declarou que Marçal não era bem-vindo, mas depois disse que ele poderia participar. Nunes considerou normal a abertura do evento, destacando que a manifestação deve ser aberta a todos, o que demonstra o espírito democrático.
Além disso, Nunes reafirmou o apoio de Bolsonaro à sua candidatura à prefeitura, ressaltando que o ex-presidente é “um cara de palavra”. Seu vice, Ricardo de Mello Araújo (PL), reforçou essa posição, lembrando que Bolsonaro fez uma videochamada com ele, reafirmando o seu apoio.
Durante essa conversa com jornalistas, Mello chamou Marçal de estelionatário, acusando-o de manipular informações para enganar o público. Mello afirmou que essas ações configuram estelionato e são uma forma de desviar a verdade.
Com informações de O Globo






