Novo vídeo flagra Marcos Braz agredindo torcedor em shopping e contradiz versão do dirigente rubro-negro (assista)

O promotor do caso destaca que Marcos Braz alcançou o entregador e desferiu um golpe na altura do pescoço, pelas costas, caindo sobre a vítima, momento em que teria mordido a coxa direita de Leandro

Um vídeo inédito obtido pela GloboNews contradiz a versão que o dirigente do Flamengo Marcos Braz apresentou para o episódio de agressão envolvendo um torcedor rubro-negro em um shopping da Barra da Tijuca, em 19 de setembro. Na ocasião, Braz afirmou que o entregador de aplicativo Leandro Campos o ameaçou de morte ao lado de sua filha, mas, segundo o Ministério Público, as imagens mostram que a filha de Braz não estava presente no momento da confusão.

As imagens mostram Braz, que é vereador no Rio pelo PL e também é vice-presidente de futebol do Flamengo, partindo para cima do torcedor com o qual tinha discutido. Os dois (Marcos Braz e Leandro) caem no chão; depois, Braz consegue se levantar, dá dois chutes com o pé esquerdo, um tapa e um terceiro chute na cabeça do torcedor.

Um outro ângulo mostra o dirigente do Flamengo correndo pelo shopping e ele e o torcedor caindo. O promotor do caso destaca que Marcos Braz alcançou o entregador e desferiu um golpe na altura do pescoço, pelas costas, caindo sobre a vítima, momento em que teria mordido a coxa direita de Leandro.

O exame de corpo de delito confirmou o ferimento perto da virilha do entregador. Sobre a corte no nariz do dirigente do Flamengo, o Ministério Público afirma que não há provas de que o ferimento tenha sido causado pelo entregador.

O vídeo da câmera de segurança também mostra que Carlos André, que acompanhava Marcos Braz no shopping, participou das agressões com pelo menos três chutes.

O advogado de Marcos Braz argumenta que o torcedor sai do campo de visão de Braz e logo na sequência aconteceu a chegada de Leandro e que antes das agressões do dirigente ao torcedor ele vinha sendo perseguido por integrantes de uma torcida organizada.

No momento da confusão acontecia uma votação na Câmara Municipal do Rio. O painel da casa chegou a registrar a presença do vereador, mas como estava a 30 quilômetros de distância do trabalho e não participou das votações, Braz levou falta e teve um desconto de R$ 567 no salário de outubro.

Com informações do g1

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