Novo presidente do TJ cita “Ainda estou aqui” para defender ação conjunta dos poderes contra milícia e tráfico: “É hora de juntarmos forças pelo Rio”

“As instituições têm que agir com seriedade e de forma conjunta. Estamos naquilo que se chama, na medicina, de golden time. Não podemos mais deixar o tempo passar”. conclamou

No início de sua fala, o novo presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto, fez uma reflexão sobre os desafios do mundo contemporâneo e a necessidade de comprometimento com a justiça e a verdade. Citando o filme “Ainda Estou Aqui”, o magistrado ressaltou que, assim como a obra nos leva a meditar sobre um passado recente, a realidade atual demonstra que, apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito para garantir um sistema justo e eficiente.

“Passados 30 anos, se o filme ‘Ainda Estou Aqui’ nos faz meditar sobre um passado recente, o nosso ‘Ainda Estamos Aqui’ nos mostra que caminhamos pouco, em nossa sensatez”. Para ele, a polarização política, a desinformação e a crise democrática são desafios que impactam diretamente o trabalho do Judiciário, exigindo postura firme e atuação conjunta das instituições.

Ao abordar os desafios internos do Tribunal, o desembargador Ricardo Couto reforçou a necessidade de modernização e valorização da magistratura, garantindo melhores condições de trabalho para juízes e servidores. Defendeu a implementação de novas tecnologias para reduzir a burocracia e aumentar a eficiência do Judiciário, sempre com foco no atendimento à sociedade.“Não é hora de nos rendermos. Ao contrário. É hora de procurarmos forças. É hora de acreditar. É hora de lutar com a nossa arma, quando provocados: a palavra”.

 Por fim, destacou que a gestão será pautada em ações concretas. “Na atividade judicante, o ponto maior é a sentença e a coisa julgada. Na Administração, o ápice são os atos concretos”, afirmou.

Em sua análise sobre o cenário do Rio de Janeiro, o presidente do TJRJ apontou os desafios que o estado enfrenta, enfatizando a necessidade de ações coordenadas para enfrentar a criminalidade, a crise econômica e a precariedade dos serviços públicos. Lembrou que a dependência excessiva dos royalties do petróleo expõe a fragilidade fiscal do estado e que a atuação das milícias e do tráfico de drogas exige uma resposta institucional conjunta. “É hora de união. É hora de juntarmos forças pelo Rio. As instituições têm que agir com seriedade e de forma conjunta. Estamos naquilo que se chama, na medicina, de golden time. Não podemos mais deixar o tempo passar”.

 O magistrado reconheceu os esforços do Executivo e do Legislativo e reforçou que o Tribunal de Justiça precisa exercer seu papel de garantidor da ordem e da justiça para contribuir com o fortalecimento do estado.

Em nome do Tribunal, a desembargadora Maria Augusta Vaz Monteiro de Figueiredo discursou e destacou que o conhecimento do desembargador Ricardo Couto adquirido ao longo dos anos será essencial para o êxito da gestão dos próximos dois anos. “São anos de experiência e expertise em diferentes campos da Justiça. Registro votos de pleno sucesso ao novo presidente e a todos os desembargadores empossados”.

Já a presidente da OAB/RJ, Ana Tereza Basílio, disse estar otimista com a harmonia entre magistratura e advocacia nos próximos anos. O procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, falou sobre a amizade de longa data que possui com o desembargador Ricardo Couto. O governador do Estado, Cláudio Castro, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar, destacaram a harmonia e a independência entre os poderes estaduais.

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