A ocupação de leitos destinados ao tratamento de covid-19 na rede municipal de saúde da cidade do Rio de Janeiro saltou de 1,7% para 65% nas últimas três semanas em meio à onda da variante ômicron.
Pouco mais de um ano após o início da campanha de vacinação, 46% dos 821 internados com a doença não tomaram nenhuma dose da vacina contra o coronavírus — há duas semanas, esse índice era de 38%. A proporção alcança atualmente 88% dos internados quando considerados também pacientes que não completaram o esquema vacinal, ou seja, que estão com a segunda ou a terceira dose em atraso.
Na capital fluminense, 82,1% da população já tomou as duas doses. Considerando apenas os maiores de 18 anos, esse índice sobe para 97,8%. Isso significa que, embora os não vacinados sejam minoria entre a população, eles representam quase metade dos internados.
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que vê aumento da ocupação de leitos em todo o país, aponta que a rede pública de saúde é pressionada por “uma parte considerável da população que ainda não recebeu a dose de reforço e outra parcela nem foi vacinada”.
A vacinação incompleta afeta principalmente os idosos: pessoas a partir de 60 anos que não tomaram as três doses têm 17 vezes mais chance de serem internadas, segundo dados mais recentes da SMS (Secretaria Municipal de Saúde).
O índice de internação de idosos sem vacina e vacinação incompleta é de 429 por 100 mil habitantes na capital —a taxa cai para 25 quando considerados idosos internados com dose de reforço.






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