No maior leilão de energia já feito no Brasil, empresa chinesa leva o principal lote

A empresa chinesa State Grid venceu o maior leilão de energia da história do Brasil, nesta sexta-feira (15), na B3, em São Paulo. Ela vai construir linhas de transmissão nos estados do Maranhão, Tocantins e Goiás, com investimentos de mais de R$ 18 bilhões. Ela ofereceu o maior deságio da Receita Anual Permitida Contratada (RAP).…

A empresa chinesa State Grid venceu o maior leilão de energia da história do Brasil, nesta sexta-feira (15), na B3, em São Paulo. Ela vai construir linhas de transmissão nos estados do Maranhão, Tocantins e Goiás, com investimentos de mais de R$ 18 bilhões. Ela ofereceu o maior deságio da Receita Anual Permitida Contratada (RAP).

Os outros dois lotes do leilão foram arrematados pelo consórcio Olympus XVI, do Brasil, e pela Celeo, da Espanha. A Eletrobras saiu de mãos vazias. No total, os três lotes somam R$ 21,7 bilhões em investimentos para melhorar o transporte de energia no país. Os vencedores foram os que deram o maior desconto para operar as linhas.

Para o primeiro lote, a State Grid ofertou R$ 1,9 bilhão, o que representa um deságio de 39,9%. O bloco de projetos foi subdividido em quatro sublotes. A disputa poderia ocorrer de duas formas: oferta pelo lote inteiro ou por cada pedaço. A State Grid foi a única que fez lance para arrematar o lote inteiro.

Nas ofertas por sublotes, a chinesa participou ao lado de um único concorrente: o consórcio brasileiro Olympus XVI, formado pela Alupar e pelo grupo de investimentos Mercury.

Embora o consórcio tenha ofertado deságios maiores em alguns sublotes, o valor agregado dos quatro pacotes ficou acima do lance que a State Grid fez para arrematar o bloco inteiro, por isso o ativo ficou com a chinesa.

O Olympus XVI arrematou o segundo lote do leilão, ofertando R$ 239,5 milhões, o que representa um deságio de 47%. O consórcio disputou o ativo com outras duas proponentes: Eletrobras e FIP Warehouse. O projeto prevê investimentos de mais de R$ 2,5 bilhões com a construção de linhas de transmissão nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

A empresa vencedora do terceiro lote foi a espanhola Celeo. O ativo contou com quatro grupos interessados, que enviaram suas propostas por envelope. Participaram o grupo espanhol Celeo, a Eletrobras, o Consórcio Olympus XVI e a espanhola Acciona.

As duas melhores propostas enviadas por envelope foram da Celeo e da Eletrobras, que seguiram para a etapa viva-voz (quando os interessados vão disputando lance a lance). Após dez rodadas, a Celeo arrematou o bloco, ofertando R$ 101,2 milhões (deságio de 42,39%).

Com investimentos previstos em R$ 1 bilhão, o projeto é para construir linha de transmissão ligando Minas e São Paulo.

De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) o objetivo do certame era aumentar a interligação entre as regiões Norte e Nordeste com as demais regiões do país, de modo a ampliar a capacidade de escoamento de excedentes de geração.

Atualmente, a geração eólica e solar no Nordeste excede o consumo, a ponto de algumas usinas precisarem parar a produção por não terem para onde enviar a energia.

No leilão desta sexta foram oferecidos três lotes em cinco estados —Goiás, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins— para a expansão de 4.471 quilômetros de novas linhas, acompanhadas de reforço de subestações e conexões com o SIN (Sistema Interligado Nacional).

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