‘Não tenho dúvida que o alvo era eu. Apontaram dois fuzis para o meu carro’: João Pires relata perseguição

Secretário detalha ação de criminosos na RJ-106, descreve fuga em alta velocidade e diz que perseguição durou cerca de dois quilômetros

O secretário municipal de Defesa do Consumidor do Rio, João Pires, afirmou que não teve dúvidas de que era o alvo dos criminosos que o perseguiram na noite de segunda-feira na RJ-106. Em depoimento detalhado nesta terça-feira, ele descreveu o momento em que homens armados apontaram fuzis diretamente para seu veículo.

“Não tinha dúvida de que o alvo era eu. Não era o único carro, a pista estava movimentada”, declarou o secretário, ao relatar a perseguição.

Aos 27 anos, Pires disse que dirigia sozinho, em um carro blindado, quando percebeu a aproximação suspeita de outro veículo. Segundo ele, a ação foi rápida e violenta.

“Apontaram dois fuzis para o meu carro”

O secretário descreveu com precisão o momento mais tenso da ocorrência. Segundo seu relato, os criminosos abriram as portas do carro e imediatamente fizeram a abordagem armada.

“Um carro emparelha com o meu carro, abre as duas portas do lado do carona e apontam dois fuzis para o meu carro. A primeira reação que tive, por estar num carro blindado, foi acelerar”, contou.

A decisão de acelerar deu início a uma perseguição que, segundo ele, se estendeu por cerca de dois quilômetros. Pires afirmou que, mesmo sob pressão, tentou manter o controle da situação.

Fuga em alta velocidade e colisão

Durante a fuga, o secretário disse ter visto uma viatura policial do outro lado da rodovia, o que o levou a tentar uma manobra para escapar.

“Assim que vi uma viatura, joguei o carro para dentro do posto de gasolina, na tentativa de despistá-los. Me senti mais seguro pela proximidade com a polícia, mas acabei colidindo com um carro estacionado”, relatou.

Com o impacto, ele perdeu o controle do veículo. Apesar do susto, não sofreu ferimentos graves.

“Espero que tenha sido tentativa de assalto”

Mesmo convicto de que era o alvo da ação, João Pires evitou classificar o episódio como um atentado. Ele afirmou esperar que o caso seja tratado como tentativa de roubo.

“Espero eu que seja uma tentativa de assalto. Espero eu, minha família e todos que gostam de mim. Mas é papel da Polícia Civil investigar esse caso”, disse.

Ameaças anteriores e investigação

O secretário também confirmou que já vinha recebendo ameaças, que descreveu como “veladas” e “simbólicas”, possivelmente relacionadas à sua atuação contra irregularidades no setor de combustíveis.

Durante agenda no Centro de Operações e Resiliência, o prefeito Eduardo Paes mencionou que o secretário utiliza carro blindado justamente por conta dessas intimidações.

A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de roubo. De acordo com o depoimento de Pires, quatro homens armados participaram da ação. Diligências estão em andamento para identificar os suspeitos e esclarecer as circunstâncias da perseguição.

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