Não há quem defenda Wilson Witzel no julgamento do impeachment na Alerj

Da esquerda à direita, já falaram 12 parlamentares na sessão de julgamento do impeachment na Alerj. Até aqui, ninguém fez a defesa de Wilson Witzel. Não há voz em seu apoio. Registra-se, até este momento, uma espantosa unanimidade a respeito do envolvimento de Witzel em prática de crime de responsabilidade. A deputada estadual Renata Souza…

Da esquerda à direita, já falaram 12 parlamentares na sessão de julgamento do impeachment na Alerj. Até aqui, ninguém fez a defesa de Wilson Witzel. Não há voz em seu apoio. Registra-se, até este momento, uma espantosa unanimidade a respeito do envolvimento de Witzel em prática de crime de responsabilidade.


A deputada estadual Renata Souza (PSOL), do Rio, afirmou há pouco que Wilson Witzel manteve as mesmas práticas corruptas estabelecidas durante o governo de Sérgio Cabral.

A deputada estadual Mônica Francisco (PSOL) usou seu tempo para também lembrar da investigação da ‘rachadinha’.

A deputada alertou para a formação de uma “teocracia miliciana” no Estado. E aproveitou a oportunidade para repetir uma pergunta ainda sem resposta:“Por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle Bolsonaro?”.

O deputado estadual Márcio Gualberto (PSL) disse que o Rio sofre uma “pandemia de corrupção”, e que uma “quadrilha” que se instalou “a partir” da secretaria de Saúde “se expandiu para diversos órgãos”.

Gualberto disse que Witzel “deveria estar preso em Bangu 8”, e fazendo sua defesa a partir de lá.

O deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL) disse no plenário da Alerj que a “derrocada” de Wilson Witzel pode “talvez” ter se iniciado quando “afrontou” Jair Bolsonaro ao cogitar uma candidatura à Presidência em 2022.

Amorim citou o “flagelo da corrupção” em um momento de pandemia. Não citou especificamente nenhum dos elementos da denúncia contra Witzel, como Iabas, Unir Saúde, Mário Peixoto ou os pagamentos para Helena Witzel.

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Diante da certeza de uma derrota fragorosa na Alerj, que deve aprovar nesta à tarde, por unanimidade, o prosseguimento do impeachment, o governador Wilson Witzel está tentando neste momento interromper a sessão já iniciada na Alerj, com pedido de liminar protocolado há poucos minutos no STF.

Wilson Witzel recuou em sua anunciada intenção de fazer sua defesa presencialmente, decidindo fazê-la virtualmente em transmissão diretamente do Palácio das Laranjeiras.

No recurso, a banca de advogados que representa Witzel pede para que o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação, reconsidere a sua decisão de permitir o seguimento do processo na Alerj ou leve o caso para ser discutido pelo plenário da Primeira Turma do STF.

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