O procurador-geral da República, Augusto Aras, que está no fim do seu mandato e não deverá ser reconduzido ao cargo, discursou nesta quinta-feira (21) na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que julga o Marco Temporal. Ele afirmou que sua gestão foi marcada por desafios e que sofreu com “falsas narrativas” e “incompreensões”. O atual mandato de Aras termina no fim de setembro e, no Governo Federal, é dado como certo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolherá outro procurador para ficar à frente do Ministério Público Federal.
Aras comandou a Procuradoria Geral da República durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele sofreu críticas por não ter levado adiante investigações contra o ex-presidente, como as denúncias sobre a atuação negacionista de Bolsonaro na pandemia de Covid.
No STF, ao defender sua atuação, Aras disse que sua gestão teve “algumas incompreensões e falsas narrativas, dissonantes com o trabalho realizado”. E afirmou que não se pautou por motivação política.
“Nossa missão não é caminhar pela direita ou pela esquerda, mas garantir, dentro da ordem jurídica, que se realize justiça, liberdade, igualdade e dignidade da pessoa humana”, disse Aras.
Citando uma frase famoso do histórico primeiro-ministro britânico Winston Churchill, Aras afirmou que entregou, em sua gestão, “nada menos que sangue, suor e lágrimas”.
O procurador-geral recebeu uma homenagem do decano do STF, ministro Gilmar Mendes.
O ministro afirmou que Aras assumiu a responsabilidade de liderar o Ministério Público em um “período desafiador da história da nação”.
“Ao longo dos últimos 4 anos, o Brasil passou pela pandemia da Covid-19. Enfrentamos eleições presidenciais conturbadas que dividiram o país. Passamos por constantes ataques à democracia, que culminaram no infame dia 8 de janeiro, com invasão dos três poderes”, afirmou Mendes “O procurador nos garantiu firmeza com o Estado de Direito. Postura de equilíbrio, sensatez na condução do órgão de cúpula”, completou o ministro.
Com informações do g1





