Todas as músicas da cantora gospel e ex-deputada federal Flordelis foram retiradas das plataformas de streaming e do YouTube nos últimos dias, em uma decisão que causou forte indignação entre seus familiares, admiradores e equipe de defesa. A medida teria sido tomada pela gravadora MK Music, com a qual a artista teve longa parceria. A empresa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
A exclusão do catálogo digital da cantora, que está presa por envolvimento no assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, provocou uma onda de protestos nas redes sociais. Em nota divulgada nas contas oficiais da artista, familiares classificaram a atitude como um “boicote velado” e uma tentativa de “apagar o legado musical” de Flordelis.
“Fomos pegos de surpresa. Sem aviso, sem comunicado, sem qualquer explicação”, diz o texto publicado, que ainda aponta a exclusão como uma afronta à liberdade de expressão artística. “A quem interessa esse apagamento?”, questiona a nota. “A música da Flordelis não é só dela. É nossa.”
A publicação também destaca a relevância da trajetória da artista no cenário gospel, lembrando que suas canções “marcaram gerações” e pedindo que a gravadora reveja a decisão, considerada um ato de censura por seus apoiadores.
A defesa de Flordelis, representada pela advogada Janira Rocha, também se manifestou publicamente contra a retirada das músicas. Em nova nota nas redes sociais, a advogada reforçou que a decisão foi inesperada e sem justificativa prévia. “É revoltante a tentativa de apagar uma obra construída com décadas de dedicação e que toca profundamente a vida de milhares de pessoas”, escreveu.
Condenada a mais de 50 anos de prisão pelo assassinato do marido, em 2019, Flordelis segue presa em um presídio do Rio de Janeiro. Mesmo após sua condenação, parte de seu público continuava consumindo e compartilhando seu repertório religioso, especialmente nas plataformas digitais — agora desativadas.





