Milhares de pessoas saíram às ruas na noite deste domingo para rememorar o golpe militar ocorrido no Chile há exatos 50 anos, em 11 de setembro de 1973. O golpe contra Salvador Allende derrubou uma das democracias mais estáveis da América Latina e instalou a ditadura de 17 anos que prendeu, torturou e matou milhares de seus oponentes. Cerca de 1.469 pessoas ‘desapareceram’ durante o regime militar do Chile, de 1973 a 1990. Apenas 307 delas foram encontradas e identificadas.
Nesta segunda-feira (11), diversos líderes latino-americanos e europeus se reunirão no Chile para participar de uma cerimônia oficial em prol da defesa da democracia e dos direitos humanos, marcando o 50º aniversário do golpe de Estado contra o governo de Salvador Allende.
A convocação para esta cerimônia foi feita pelo presidente Gabriel Boric, e entre os presentes estarão os líderes do México, Andrés Manuel López Obrador, da Colômbia, Gustavo Petro, da Bolívia, Luis Arce, e do Uruguai, Luis Lacalle Pou, bem como o primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa. Kuiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Alberto Fernández, da Argentina, não puderam comparecer devido a compromissos de agenda.
Com informações do 247.
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