Mulher que mora no McDonald’s do Leblon é proibida de entrar na lanchonete durante dois anos, após prisão por injúria racial

Susane Geremia também deve se apresentar mensalmente ao tribunal pelo mesmo período

Susane Paula Muratori Geremia, de 64 anos, foi proibida pela Justiça de frequentar o McDonald’s do Leblon pelos próximos dois anos. A decisão foi tomada após Susane ser presa em flagrante por injúria racial contra uma jovem, a quem teria chamado de “pobre, preta, nojenta”. Ela morava há sete meses na lanchonete com sua filha, Bruna.

Além do banimento da lanchonete, Susane deverá se apresentar mensalmente ao tribunal para informar e justificar suas atividades durante o período de dois anos. A Justiça também determinou que ela não deve ter qualquer comunicação ou se aproximar da jovem que a denunciou, mantendo uma distância mínima de 500 metros.

Susane foi transferida para o presídio feminino de Benfica, na Zona Norte, onde passou por uma audiência de custódia. Durante sua detenção na 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, ela passou mal. Sua filha, Bruna, foi liberada após prestar depoimento na delegacia, mas permaneceu ao lado da mãe durante o processo.

O incidente ocorreu quando uma cliente, acompanhada de sua filha adolescente, entrou no McDonald’s e tirou fotos de Susane e Bruna, que vivem no local desde abril de 2024. Irritadas com a situação, Susane e Bruna teriam proferido ofensas racistas contra as clientes, que então acionaram a polícia.

Após a chegada dos agentes do programa Segurança Presente, todos os envolvidos foram conduzidos à delegacia. Durante a operação, os policiais também apreenderam três malas grandes e uma pequena pertencentes a Susane e Bruna, que estavam no interior do restaurante.

Com informações de O Globo

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