Susane Paula Muratoni Geremia, de 64 anos, que vive há sete meses no McDonald’s do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, presa sob acusação de injúria racial por ter chamado a filha de uma mulher que tirava fotos suas na loja de “preta nojenta”, segundo a denúncia, foi transferida na manhã deste sábado para o presídio feminino de Benfica, na Zona Norte, onde aguardará a audiência de custódia.
Na noite anterior, ao ser levada para a carceragem da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon), ela alegou sentir-se mal devido a uma crise de claustrofobia e foi transferida para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que possui celas com janelas, o que teria aliviado sua aflição.
Sua filha, Bruna Muratoni Geremia, que também vive na lanchonete, foi liberada após ser ouvida pela polícia, mas esteve presente neste sábado na Deat acompanhando sua mãe. Segundo a Polícia Civil, ambos os envolvidos e testemunhas foram ouvidos, resultando na prisão em flagrante de Susane por injúria racial. O caso foi encaminhado à Justiça.
O incidente teria ocorrido quando uma mulher, acompanhada de sua filha adolescente, entrou no McDonald’s para comprar um lanche e fotografou Susane e Bruna, que estão morando na lanchonete desde abril de 2024. As duas teriam se irritado com a situação e proferido palavras racistas contra as clientes, que chamaram a polícia.
Com informações de O Globo.





