Maria Cristina de Araújo Rocha, detida na tarde de ontem por injúria racial após chamar um agente da GSI de “macaco” enquanto tentava deixar uma coroa de flores na frente da casa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é presença constante em protestos de direita. Filha e pensionista de militar, ela segue sob custódia na sede da Superintendência da Polícia Federal nesta quinta-feira (19), onde deve aguardar por audiência para ser liberada.
Maria chegou na tarde de ontem na casa do presidente, que estava em São Paulo se recuperando de uma cirurgia, e tentou deixar um coroa de flores na calçada. Ela foi impedida pelo GSI, mas insistiu em discutir com os seguranças. A todo momento, questionava se seria presa. Enquanto era conduzida a seu carro, ela chamou um dos agentes negros da segurança de “macaco” e imediatamente foi conduzida à Superintendência da PF na Lapa. O crime de injuria racial tem uma pena de dois a cinco anos de reclusão.
Filha de Virgilio da Silva Rocha, um general do Exército, a manifestante recebe desde 2009 uma pensão de R$ 14.590,56. Apesar de ter atuado sozinha nesta quarta-feira, Maria já esteve em outras manifestações contra Lula e a favor de Jair Bolsonaro (PL).
Um dos casos mais emblemáticos, recuperados pelo G1, foi quando esteve na paulista com um taco de beisebol escrito “Rivotril” e teve que ser tirada do ato pela Polícia Militar. A pensionista também ostenta nas redes sociais fotos com várias figuras da direita, como os deputados Kim Kataguiri (União Brasil), e Carla Zambelli (União) e o vereador Fernando Holiday (PL).
Pouco antes do insulto, a militante falou à imprensa. Maria destacou sua relação com o ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, de quem disse que seu pai era amigo, e pontuou que amigas foram presas e tiveram que usar tornozeleira eletrônica por participarem dos atos golpistas de 8 de janeiro.
Com informações de O Globo.





