Mudança de postura de Lira visa a eleição na presidência da Câmara dos Deputados e busca apoio de bolsonaristas

Segundo integrantes do governo, em 2024 será muito mais difícil negociar com presidente da Câmara

A mudança de postura do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que se portou como “aliado” do governo em votações de pautas de interesse ao longo de 2023, surpreendeu integrantes do governo em seu discurso de abertura do ano legislativo, na última segunda-feira (5), quando enviou recados indicando a mudança de postura.

Segundo a coluna do jornalista Ricardo Noblat, do Metrópoles, a avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é de que Lira agora busca agradar, principalmente, os bolsonaristas, e marcar posição visando à sua sucessão na presidência da Câmara.

“Segundo os próprios ministros da Fazenda, da Casa Civil e das Relações Institucionais, em 2024 será muito mais difícil negociar com Lira. Acontece que Fernando Haddad, Rui Costa e Alexandre Padilha, respectivamente, terão que gastar muito mais sola de sapato e saliva para dar prosseguimento às pautas consideradas prioritárias pelo governo neste ano”, destaca a coluna de Noblat. 

Para garantir a eleição de seu sucessor, o presidente da Câmara precisará conquistar o apoio da oposição, que possui uma bancada significativa, ultrapassando os 90 bolsonaristas do PL. Dessa forma, pautas que confrontem o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornam-se estratégicas na articulação política do Palácio do Planalto.

O discurso feito por Arthur Lira na última segunda-feira é considerado o primeiro sinal de uma nova dinâmica na relação entre o presidente da Câmara e o governo. Após os ataques de Lira, Lula cancelou uma reunião para discutir as pautas deste ano que estava agendada para a sexta-feira (9) entre ele e o presidente da Câmara.

“Também na terça, o governo e os líderes da Câmara concordaram em adiar uma reunião que ocorreria no Ministério da Fazenda. Os deputados ficaram incomodados por Arthur Lira não ter sido convidado. Diante do adiamento, Haddad despistou e disse que “está tudo bem” entre o governo e o presidente da Câmara”. 

Com informações do 247.

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