O Ministério Público Eleitoral (MPE) defendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeite o registro de candidatura de Márcio Canella (União Brasil), eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro com 197.178 votos, a segunda maior votação do estado. O parecer cita suspeitas de ligação com lideranças milicianas e investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção.
Canella foi preso em 15 de outubro, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. Segundo a investigação, ele é apontado como possível articulador de um grupo criminoso suspeito de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro. Entre os crimes investigados estão lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel.
De acordo com o relatório do MPE, elementos reunidos no caso indicariam que Canella nomeou conhecidas lideranças milicianas para o primeiro escalão da administração municipal quando era prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Prisões ocorreram durante fases da operação
Em julho desta ano, Canella foi preso em flagrante por posse ilegal de arma durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Na ocasião, policiais federais encontraram um fuzil no carro do político. Ele afirmou que a arma não lhe pertencia.
Após a operação, Canella concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e foi eleito com 197.178 votos.
Canella deixou a Prefeitura de Belford Roxo
Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo em 2024. Posteriormente, renunciou ao cargo para disputar inicialmente uma vaga no Senado. Ele acabou concorrendo a deputado estadual nas eleições de 2026.
O pedido do Ministério Público Eleitoral será analisado pela Justiça Eleitoral. A manifestação do órgão não representa, por si só, uma decisão definitiva sobre o registro da candidatura nem comprova a responsabilidade do político pelos crimes investigados.







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