O Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-candidato a prefeito de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) por expor a vida de terceiros a perigo direto e iminente. A acusação refere-se à expedição liderada pelo ex-coach nos dias 4 e 5 de janeiro de 2022, quando ele conduziu um grupo de 60 pessoas ao Pico dos Marins, na Serra da Mantiqueira, desconsiderando alertas climáticos e recomendações de especialistas.
A Promotoria de Justiça de Piquete propôs um acordo para encerrar o processo, com o pagamento de 180 salários mínimos, equivalente a R$ 273.240,00. O pedido está amparado na legislação para crimes de menor potencial ofensivo, cuja pena não ultrapassa dois anos. Marçal ainda não se pronunciou sobre a denúncia.
A subida ao Pico dos Marins fazia parte de um curso promovido por Marçal chamado “O pior ano da sua vida”. Segundo a denúncia, ele ignorou advertências de guias e decidiu seguir em frente, mesmo com a chuva intensa, neblina e ventos fortes que dificultavam a visibilidade. O trajeto se tornou perigoso devido à lama e pedras escorregadias, aumentando os riscos de hipotermia, já que muitos participantes estavam com roupas encharcadas e sem mudas secas.
Bombeiros foram acionados para resgatar grupo
Durante a escalada, Marçal teria desdenhado de um guia contratado, que o alertou sobre os riscos, chamando-o de “covarde” e incentivando os demais a prosseguir. Dos 60 participantes, 28 desistiram ao longo do caminho, enquanto 32 seguiram com ele até o topo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou uma operação de resgate que durou nove horas, em meio à chuva e fortes rajadas de vento.
O crime pelo qual Marçal foi denunciado está previsto no artigo 132 do Código Penal, com pena de três meses a um ano de detenção. Caso aceite o acordo proposto pelo MPSP, o ex-coach evitará uma eventual condenação.
Com informações de O Globo





