O MP (Ministério Público) de Alagoas solicitou a abertura de um inquérito policial para investigar a prática de crime falimentar cometido durante a recuperação judicial da OAM (Organização Arnon de Mello), que congrega as empresas de comunicação da família Collor de Mello em Alagoas.
No parecer enviado à Justiça no dia 11, o MP apontou uma série de irregularidades, entre elas os “empréstimos” feitos aos sócios durante o período da recuperação em um valor total de R$ 6,4 milhões.
Os valores foram “emprestados” pela TV Gazeta de Alagoas, afiliada da Globo no estado. A suspeita é que se trate de uma retirada de lucro simulada — essa distribuição é vedada em fases de recuperação.
O promotor Marcus Aurélio Gomes Mousinho, que assina o parecer, pede que uma nova assembleia geral de credores seja realizada e que a anterior, que aprovou o plano, em 13 de julho, seja anulada.
Após a aprovação de um plano que previa até quase 99% de desconto nos débitos, credores produziram um dossiê com uma série de irregularidades, que foi entregue ao MP. Devido à lista de irregularidades apontadas, o MP também viu a necessidade de mudar da empresa designada para administração judicial da recuperação, que teria sido negligente diante de eventuais ilegalidades cometidas pelo grupo.





