A família de Pedro Collor, que denunciou o esquema de corrupção que levou ao impeachment de seu irmão Fernando Collor em 1992, quer se desvincular das empresas do ex-presidente. A viúva Thereza Collor e os dois filhos de Pedro entraram na Justiça de Alagoas com um pedido para que Pedro deixe de ser sócio da OAM (Organização Arnon de Mello), grupo de comunicação que enfrenta uma grave crise financeira, informa Carlos Madeiro, no UOL.
O pedido foi feito no dia 18 de janeiro, dentro do processo de recuperação judicial da OAM, que negocia R$ 64 milhões com credores e tem mais de R$ 284 milhões em dívidas tributárias. A recuperação judicial foi iniciada em 2019, mas ainda não foi homologada pela Justiça, que apura possíveis irregularidades no plano de pagamento.
Os herdeiros de Pedro Collor, que morreu em 1994, alegam que não têm responsabilidade pelas dívidas da OAM e que não querem que a herança deixada pelo empresário seja usada para quitá-las. Eles afirmam que nunca participaram da gestão das empresas e que não receberam nenhum benefício da sociedade.
Fernando Collor não quis comentar o assunto. A OAM também não se manifestou sobre o pedido dos herdeiros. O administrador judicial da recuperação, José Luiz Lindoso, disse que ainda não teve acesso ao documento e que não pode opinar sobre ele.





