Motta se manifesta em relação à greve de fome de Glauber e promete tempo para a defesa antes de votação

Ministros do governo intercederam a favor do parlamentar do PSOL

Felipe Amorim
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se manifestou em relação à greve de fome do deputado Glauber Braga, nesta quinta-feira. Motta disse que o prazo de 60 dias para que Glauber se defenda do processo de cassação será levado em consideração, antes de levar o caso a plenário. Com isto, ele garante que o tema não será votado neste semestre e espera que o PSOLista encerre a inanição.

Como já dito aqui na Agenda do Poder, o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, é diretamente interessado na cassação de Glauber, mas caso Heloisa Helena entre na suplência de Glauber, ele ganha outra pedra do seu sapato, já que é sua adversária local. Isso foi sendo usado para dissuadir Motta. Além disso, Heloisa Helena se opõe à ministra Marina Silva dentro da Rede. São muitas as forças que não a querem novamente no parlamento

Conforme mostramos , a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, visitou o deputado Glauber Braga durante a sua greve de fome. Foi uma movimentação do Planalto pelo rápido desfecho do caso, com a absolvição de Glauber. Desde a semana passada, ministros entraram em contato com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pelo início da greve de fome iniciada pelo parlamentar. Ele é alvo de um processo de cassação por agredir um militante do MBL na Casa Legislativa.

O PSOL vai entrar com um recurso na CCJ da Câmara contra o voto positivo da Comissão de Ética, pela cassação. A defesa de Motta cogita acionar o STF sobre o tema.

O motivo do desdém que Motta vinha mantendo, dizem os PSOListas, não seria uma briga direta entre eles, mas, sim, o passado de brigas entre Glauber e o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira. O alagoano é justamente o padrinho de Motta na presidência da Câmara. A aliados, Motta já teria sinalizado que não vai se mover para manter Glauber no cargo, já que o parlamentar teria “colecionado inimigos” no plenário. A resposta esfriou de vez as esperanças da legenda, que decidiu obstruir a pauta do plenário como forma de protesto.

São necessários 257 votos em plenário para cassar o mandato

O processo que pode culminar na cassação de Glauber Braga agora será encaminhado ao plenário da Câmara, onde precisará de pelo menos 257 votos favoráveis para ser confirmado. Nos bastidores, há o reconhecimento de que o deputado enfrenta forte resistência entre seus pares — inclusive fora da oposição.

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