Felipe Amorim
A bancada do Rio na Câmara dos Deputados recebe uma sinalização de prestígio nesta terça-feira (28). Quase presidente da Câmara, Hugo Motta se reúne com os parlamentares fluminenses em um jantar no qual ouvirá as principais demandas vindas do entorno da Baía de Guanabara. No sábado que vem, Motta tem como certa a sua eleição para substituir Arthur Lira com votação expressiva, naquele que é considerado um dos três cargos com maior influência no Brasil. Em comum entre todas as correntes e ideologias de políticos do Rio há um pedido: que seja encontrada uma solução para que o estado não perca quatro vagas a partir das eleições de 2026.
O deputado Dr. Luizinho, líder do partido de Lira, que é o principal articulador da campanha de Hugo Motta, é um dos intermediadores do encontro que congregará de petistas a bolsonaristas em torno da mesma mesa. Amanhã, Motta se encontra com a bancada paulista, naquela que será a sua última agenda regional antes da eleição.
Por uma ação na Justiça movida pelo estado do Pará, o STF determinou que o Congresso defina o novo desenho do plenário até 30 de junho deste ano. A Constituição prevê que a Câmara deve distribuir as cadeiras de acordo com o tamanho da população de cada estado. Mas, não há alteração de vagas desde 1993. Nesta conta, o Rio de Janeiro perderia quatro parlamentares, sendo o estado mais onerado pela nova conta no Brasil. Os deputados do Rio contestam o fato de o novo cálculo de representatividade ser feito com base no Censo de 2022, que foi alvo de contestações. A deputada Laura Carneiro é uma das que questionam a medida e já dialogou com Motta durante a sua campanha.
A possibilidade de um acordo que aumente o número de vagas é citada abertamente e Motta prometeu montar um grupo de trabalho. O próprio Motta não teria interesse em fazer com que os estados perdessem vagas em relação às suas bancadas atuais, já que a Paraíba, perderia duas cadeiras, neste caso.





