A partir do primeiro minuto de hoje, começou a valer a motofaixa experimental delimitada num trecho de dois quilômetros da Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, a Lagoa-Barra. Segundo o presidente da CET-Rio, Joaquim Diniz, o corredor, sinalizado com a cor azul, pode ser usado pelas motocicletas ao longo das 24 horas do dia. Mas, diz ele, a recomendação é que seja utilizado preferencialmente quando o trânsito estiver lento na via.
A velocidade máxima permitida no corredor é de de 60km/h, enquanto nas demais faixas de rolamento da avenida permanece em 80km/h. Ele tem 1,3 metro de largura e fica no meio da pista, apenas no sentido da Lagoa.
Placas de orientação
A marcação começa a 80 metros da Rua Princesa Diana de Gales e termina 40 metros antes do Viaduto Mestre Manuel, ambos em São Conrado. Foram instaladas placas para orientar os usuários, com dizeres como “Cuidado ao mudar de faixa” e “Trânsito lento; utilize a motofaixa”.
Conforme a CET-Rio, a iniciativa tem entre os objetivos reduzir o número de acidentes envolvendo motociclistas e passageiros de motos, que são 44% das vítimas na Lagoa-Barra. E ainda contribuir para organizar o trânsito nos momentos de congestionamento da via expressa.
Cerca de 600 motocicletas circulam por hora na Lagoa-Barra, o que corresponde a 20% do fluxo. Câmeras da prefeitura mostram também que 41,9% das motocicletas se envolvem em situações perigosas, ao mudar de faixa e circular pelo acostamento ou entre os carros
Radar para controle
Para impedir que condutores ultrapassem os 60km/h na área delimitada, a CET instalou radar que mede a velocidade. A companhia explica ainda que a fase de testes e análises do projeto durará cerca de quatro meses. Caso a medida dê bons resultados, a próxima avenida a receber a faixa será a Rei Pelé, um trecho de 1.470 metros da Radial Oeste, nas imediações do Maracanã.
O modelo da motofaixa que está sendo testado é inspirado no projeto Faixa Azul da capital de São Paulo, que foi criado em 2022. No Rio, no entanto, o uso da motofaixa não será obrigatório, continuando permitindo às motocicletas circularem nas outras faixas. Os demais veículos também poderão cruzar o corredor durante a troca de faixa de rolamento.
A Faixa Azul funciona em 17 vias da capital paulista e tem 122 quilômetros de corredores exclusivos para motos. A iniciativa de São Paulo é questionada por entidades de trânsito, que alegam não ter percebido melhorias, estatisticamente.
Com informações do GLOBO.





