O Brasil enfrenta uma crise sanitária de grandes proporções devido à dengue, com um total de 2.451 mortes confirmadas e mais de 4,6 milhões de casos prováveis, conforme dados atualizados divulgados pelo Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde nesta sexta-feira (10).
Os números refletem uma situação preocupante, com 2.842.204 casos confirmados da doença até o momento. Minas Gerais lidera o ranking de casos prováveis, com 1.339.508 registros, enquanto São Paulo é o estado com o maior número de óbitos, somando 668 mortes. Esses números representam os mais altos já registrados pelo Ministério da Saúde nas últimas duas décadas.
A situação é ainda mais grave no Rio Grande do Sul, onde as enchentes que assolam o estado nas últimas semanas contribuem para o aumento dos casos de dengue. Com 141.213 casos prováveis e 128 mortes, a região enfrenta um cenário desafiador.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, a expectativa é a de que os números de dengue aumentem nas próximas semanas, à medida que a água das enchentes se concentra em áreas específicas. No entanto, o infectologista Paulo Behar ressalta que o clima ameno pode atrasar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da doença.
Apesar da gravidade da situação, há uma boa notícia: os casos de dengue estão em declínio em 21 estados e no Distrito Federal, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, destaca uma redução significativa nos casos, com 22 estados apresentando tendência de queda. Apenas o Mato Grosso segue com tendência de alta.
No entanto, as projeções para o próximo ciclo de dengue são motivo de preocupação para as autoridades de saúde. O Ministério da Saúde alerta para uma possível antecipação nos casos em 2025, devido ao aumento da temperatura e às ondas de calor.
Diante desse cenário, o governo se prepara para promover novas discussões com os estados, municípios e outras autoridades de saúde, com o objetivo de reforçar a mobilização e as medidas preventivas para o próximo ano.
Com informações da Folha de S.Paulo





