A morte de Fhillip da Silva Gregório, conhecido como Professor e apontado como um dos chefes do Comando Vermelho (CV) no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve repercussões imediatas na rotina da comunidade, informa reportagem do jornal Extra. Nesta segunda-feira (2), 16 escolas da região — sendo 15 da rede municipal e uma da rede estadual — suspenderam as aulas por precaução. Além disso, duas unidades de saúde municipais deixaram de realizar atendimentos externos, como visitas domiciliares.
A Secretaria Municipal de Educação informou que a decisão de suspender as atividades foi tomada como medida de segurança, diante do clima de tensão que tomou conta da comunidade no dia seguinte à morte do traficante. A Polícia Militar afirmou, em nota, que está presente no território e “atenta à movimentação” no conjunto de favelas.
De acordo com a Polícia Civil, o caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). “A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga a morte de Fhillip da Silva Gregório, o Professor”, informou a corporação. Ainda segundo a nota, uma testemunha com quem o criminoso mantinha um relacionamento extraconjugal apresentou-se voluntariamente e declarou que ele teria cometido suicídio. A mulher entregou a arma supostamente utilizada. “Diligências estão em andamento para apurar todos os fatos”, finalizou a polícia.
O traficante foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão na noite de domingo (1º), mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a Polícia Militar, agentes se deslocaram até o local assim que foram informados da entrada do homem ferido e o identificaram com auxílio do advogado e da viúva de Gregório.
Conhecido como um dos principais líderes do Comando Vermelho na região, Professor era considerado foragido da Justiça. De acordo com registros policiais, ele acumulava 65 anotações em sua ficha criminal, incluindo tráfico de drogas, associação criminosa e homicídios. Sua morte reacendeu os temores de represálias e instabilidade no território, cenário comum em disputas de poder dentro das organizações criminosas.





