Morre professor de vôlei espancado no Centro do Rio após dois meses em coma

Carlos Eduardo Cerqueira da Silva, de 52 anos, sofreu traumatismo craniano; Polícia Civil ainda não identificou o agressor

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Morreu, neste sábado (29), o professor de educação física Carlos Eduardo Cerqueira da Silva, de 52 anos, depois de passar 65 dias em coma ao ser brutalmente agredido no Centro do Rio. Carlos Eduardo chegou a ser considerado desaparecido.

Na ocasião, câmeras de segurança registraram o ataque. O caso, inicialmente investigado pela 1ª DP (Centro), deve ser repassado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). O agressor que aparece nas imagens ainda não foi identificado.

O professor sofreu traumatismo craniano e ficou internado no Hospital Municipal Souza Aguiar desde o dia 24 de junho.

“Ele passou 65 dias internado aqui no CTI do Souza Aguiar e não resistiu. Agora, trata-se de um assassinato. Mataram meu irmão com pancada na cabeça. Eu preciso muito da ajuda de vocês. Procura primeiro a TV, por favor. Ajuda a gente, isso não pode ficar impune”, desabafou a irmã do professor, Eunice Cerqueira, em entrevista ao RJ1, da TV Globo.

Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Professor desapareceu após sair para trabalhar

Carlos havia saído de casa no dia 23 de junho para trabalhar, como fazia diariamente. De manhã, deu uma aula em São Conrado. À noite, uma aluna o viu no Pagode da Garagem, na Praça Tiradentes, no Centro do Rio. Na sequência, o suspeito o atacou em uma rua próxima. A Polícia Civil ainda investiga como a agressão aconteceu.

A família esperava que a vítima entrasse em contato no dia seguinte, por conta do cancelamento de suas aulas em decorrência da chuva. Como isso não aconteceu, os parentes registraram um boletim de ocorrência pelo desaparecimento.

Dois dias depois, familiares descobriram que Carlos Eduardo foram encontrado gravemente ferida no Centro. Bombeiros fizeram o resgate e levaram o professor para o Hospital Municipal Souza Aguiar. Além dos ferimentos, o celular e cartões bancários da vítima foram roubados.

Outro caso de espancamento 

No último dia 11 de agosto, um outro caso parecido ocorreu desta vez em Copacabana, na Zona Sul do Rio. O ciclista Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi espancado até a morte após ser confundido com um ladrão. O crime aconteceu depois que um segurança o acusou de ter roubado uma bicicleta.

Segundo relatos da família, seguranças e entregadores abordaram e levaram Cláudio até a Rua Felipe de Oliveira, onde as agressões começaram. A bicicleta, segundo a irmã da vítima, pertencia a outra integrante da família. A vítima chegou a ser levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu. Ele sofreu traumatismo craniano e hemorragia interna.

As investigações da 12ª DP (Copacabana) já resultaram na prisão de quatro suspeitos: os seguranças Davi e Jorge e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. Eles vão responder por homicídio triplamente qualificado.

A Polícia Civil também tenta localizar Wellington Luiz Santos de Souza, que teve a prisão decretada. Imagens de câmeras de segurança mostram o homem se aproximando do grupo e chutando a cabeça de Cláudio. Segundo testemunhas, ele teria perguntado se a vítima era um ladrão e, após ouvir uma resposta afirmativa, participou das agressões.

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