Morreu nesta segunda-feira (27) o cabo Diogo Marinho Rodrigues Jordão, de 37 anos, do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). Ele foi baleado na cabeça durante uma operação conjunta da Polícia Militar e Polícia Civil nos complexos do Alemão e da Penha, ocorrida na última sexta-feira (24). Diogo estava internado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos.
A operação, marcada por intensos confrontos, deixou seis mortos, incluindo o policial, e oito feridos. Uma das vítimas segue internada no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Entre as fatalidades está o jardineiro Carlos André Vasconcelos da Silva, de 35 anos, morto após ser atingido nas costas enquanto tomava café perto da estação do BRT na Penha.
A ação começou na madrugada de sexta-feira e mobilizou cerca de 500 policiais, com suporte de veículos blindados e helicópteros. Segundo o porta-voz da PM, major Maicon Pereira, as equipes enfrentaram forte resistência armada durante o avanço pelas comunidades. Relatos de moradores apontam que o tiroteio e explosões de granadas se estenderam ao longo do dia.
Diogo Marinho estava na corporação desde 2019. Ele deixa esposa e dois filhos. A Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte do agente e prestou solidariedade à família.
A operação, que também resultou em apreensão de armas e drogas, gerou críticas de moradores pela insegurança e violência, enquanto a PM reforçou a necessidade de combater o crime organizado na região.
Com informações de O Globo
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