Marco Aurélio Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), morreu nesta segunda-feira (28) após enfrentar uma batalha contra o câncer. A informação foi publicada pela Fiocruz, que destacou a importância de Krieger na defesa da ciência e no combate ao negacionismo durante a pandemia de Covid-19.
Doutor em Ciências Biológicas, Krieger foi um dos principais interlocutores da instituição junto à imprensa nos momentos mais críticos da crise sanitária. Ele teve papel central no Comitê de Vacinas da Fiocruz e atuou ativamente na divulgação da eficácia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca e a Fiocruz. “[Krieger] aparecia com frequência nas emissoras de TV e deu repetidas entrevistas à imprensa sobre a eficácia da vacina contra a Covid-19, desempenhando um papel importante no combate ao negacionismo científico e ao movimento antivacinas”, destacou a fundação em nota oficial.
No cargo de vice-presidente desde 2017, Krieger também liderou projetos estratégicos na construção da unidade tecno-científica da Fiocruz no Paraná e coordenou iniciativas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias para diagnóstico molecular. Sua trajetória acadêmica inclui a graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e o doutorado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Além das funções administrativas e científicas, Krieger foi diretor-adjunto de Desenvolvimento Tecnológico do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz Paraná), coordenador do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e coordenador-técnico da Unidade de Produção da Fiocruz para Diagnóstico de Ácido Nucleico.
Filho do geneticista Henrique Krieger, professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), Marco Aurélio nasceu nos Estados Unidos, período em que seu pai realizava doutorado no país. Ele deixa a esposa, Sirlines Krieger, dois filhos e duas netas.
A Fiocruz manifestou pesar pela perda, ressaltando o legado deixado por Krieger na pesquisa científica, na inovação em saúde e na defesa da ciência pública no Brasil.





