Respondendo a um pedido de cassação do mandato de senador para o qual acaba de ser eleito, o ex-juiz suspeito Sérgio Moro recorreu até mesmo a Jair Bolsonaro com um pedido de ajuda.
Não foi atendido.
Moro foi eleito pelo União Brasil e, caso tenha sua eleição anulada, assumiria o segundo colocado, Paulo Martins, que pertence ao PL.
Especula-se que, em segredo de Justiça, o PL também entrou com um pedido de cassação do mandato de Moro, segudo informação da CNN Brasil.
A expectativa do partido, de acordo com a mídia, é que ao apresentar supostas irregularidades cometidas pela campanha do senador eleito, que teriam como base a manifestação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná – que apontou falhas na prestação de contas do ex-juiz –, em uma eventual nova eleição diante da cassação do mandato, Martins seja eleito senador.
Diante deste cenário, Moro recorreu a Bolsonaro para pedir ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a desistir da ação.
Segundo a coluna de Lauro Jardim em O Globo, Moro alegou, inclusive que toparia se filiar ao PL para que o mandato fique na legenda. Entretanto, nenhum dos dois apelos foram levados em consideração pelo presidente do PL, afirmam aliados.
Se a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pelo diretório estadual da legenda prosperar, a sigla ganha mais um senador, passando a ter 17 parlamentares no Senado.





