Moradores em Mangaratiba passam mal e deixam casas com cheiro em obra da Transpetro

Mais de 70 pessoas saíram do condomínio e ao menos 20 buscaram atendimento; prefeitura aplicou multa de R$ 500 mil por poluição atmosférica.

Moradores de um condomínio em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, deixaram suas casas após um forte odor surgir durante uma intervenção em um duto operado pela Transpetro. O cheiro, descrito como semelhante ao de gasolina, teria se intensificado no início da semana, provocando sintomas em diversos moradores, informa o g1.

Pelo menos 70 pessoas saíram do residencial e mais de 20 procuraram atendimento médico com queixas como enjoo, falta de ar, ardência na garganta e dor de cabeça. A maioria dos afetados seria formada por idosos, segundo relatos da própria comunidade.

Sintomas e saída às pressas

Moradores afirmam que o problema começou ainda no mês anterior, quando teve início a obra no duto que liga o terminal de Angra dos Reis à Refinaria de Duque de Caxias. Nesta semana, no entanto, o odor teria se tornado mais intenso, levando moradores a buscar ajuda médica e registrar ocorrência policial.

Alguns relataram aumento de pressão arterial, vômitos e sensação de sufocamento. Diante da situação, a empresa ofereceu hospedagem em hotéis para os condôminos. Parte dos moradores criticou a falta de aviso prévio sobre a intervenção e procurou apoio do Ministério Público e da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

Multa e fiscalização ambiental

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente realizou vistoria no condomínio e aplicou multa de R$ 500 mil à Transpetro por poluição atmosférica em área urbana. Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também estiveram no local para avaliação técnica.

O Núcleo Regional de Tutela Coletiva da Defensoria informou que analisa possíveis medidas e manterá contato com os moradores para acompanhar o caso.

O que diz a empresa

Em nota, a Transpetro afirmou que realiza um reparo preventivo no duto desde o dia 23 e que o procedimento foi comunicado às autoridades. Segundo a empresa, não houve vazamento de petróleo e o cheiro percebido pode ter sido causado pelo escoamento controlado de resíduos da tubulação.

A companhia sustenta que o odor não é tóxico, que as etapas seguem normas internacionais e que o escoamento já foi concluído, o que tende a reduzir o cheiro. O reparo deve ser finalizado no início da próxima semana.

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