O capitão dos Portos da Amazônia Oriental, Ewerton Calfa, declarou que a embarcação com corpos encontrada no sábado (13) por pescadores no litoral do Pará é artesanal e não possui motor, leme ou sistema de governo que possa identificar sua origem.
O processo de retirada do barco começou na tarde desta segunda-feira (15) com o auxílio de cabos de aço. Posteriormente, a embarcação será encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), onde será realizada a perícia, prevista para se estender até terça-feira.
Os corpos, em avançado estado de decomposição, serão transportados dentro da embarcação por um caminhão até o IML em Bragança.
O capitão enfatizou que, devido ao material utilizado na construção da embarcação e à ausência de identificação no casco, não é possível determinar sua origem de imediato.
A Polícia Federal está investigando a origem das pessoas encontradas dentro do barco, que estava à deriva. Não há confirmação do número de vítimas nem da causa das mortes.
Diversas autoridades, incluindo Polícia Federal, bombeiros e Marinha, participaram do reboque da embarcação do alto mar até um porto em Bragança, cidade localizada no nordeste paraense.
Após diversas tentativas, utilizando cabos de aço, o barco foi finalmente retirado do rio na manhã desta segunda-feira (15), seguindo para a perícia em Bragança.
Segundo informações do subtenente do Corpo de Bombeiros, Hugo Moura, a suspeita é de que as vítimas sejam estrangeiras, porém a confirmação da nacionalidade ocorrerá após a perícia.
Os corpos passarão por um processo de identificação, utilizando diversas técnicas forenses, como amostras de DNA, características físicas e impressões digitais, devido ao avançado estado de decomposição. O trabalho de perícia está previsto para ser concluído até terça-feira (16).
Após a retirada dos corpos da embarcação, esta será transferida para Belém, onde ficará sob custódia da Marinha do Brasil para futuras investigações sobre sua origem.
Com informações do g1





