De acordo com pesquisa da Tendência Consultorias e da MB Associados mais da metade da população brasileira no governo Guedes/Bolsonaro já está nas classes D e E, com menos de R$ 2,9 mil de renda domiciliar.
De acordo com a análise dos números, quando vier a retomada do crescimento econômico, serão mais favorecidas as classes mais altas da população, que são apenas 2,8% do país.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25) em reportagem publicada pelo portal UOL.
Para a elaboração das projeções sociais e econômicas, a Tendência Consultorias levou em consideração a atual política com relação ao salário mínimo, de correção apenas pela inflação, até 2026. A partir de 2027 passou a levar em consideração, além do reajuste inflacionário, o crescimento do PIB per capta.
A pesquisa também citou o quanto os itens essenciais pesaram no bolso das famílias. Os mais ricos utilizavam 48,6% dos ganhos para os itens essenciais, a classe média alta utilizava 61,5%, a classe média baixa, 71,2%, e os mais pobres, 78,6%.
A população menos favorecida é diretamente afetada pelas políticas e programas sociais, enquanto a classe média está mais dependente de seu salário, sendo apenas os mais ricos que podem contar com maior participação de outras fontes de renda, tais como juros, lucros e aluguel. Com a alta da taxa básica de juros da economia, a Selic, a renda dos domicílios da Classe A deve ser beneficiada.
O estudo da MB associados mostrou ainda que a percepção da miséria cresceu em quase todas as capitais contempladas na pesquisa. O índice leva em consideração aspectos como a taxa de desemprego e a inflação.
As capitais com o pior desempenho foram Salvador, Recife e Aracaju. Os melhores índices estão em capitais de estados mais industrializados, porém com indicativos que pioraram durante o ano.






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