O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou um pronunciamento em rede nacional, na noite deste domingo (30), para reforçar o discurso de justiça tributária ao comentar a lei que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil. A medida, aprovada por unanimidade no Congresso, é uma das principais apostas do governo para 2026 e deve injetar R$ 28 bilhões na economia, segundo a Receita Federal.
Lula afirmou que a mudança “derruba privilégios de uma pequena elite financeira” e disse que, “pela primeira vez em mais de cem anos”, a correção da tabela resulta em ganho para a maioria da população. O presidente também destacou que quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terá redução de alíquota.
“O Brasil mudou nesta última semana. Pela primeira vez, mais de cem anos após o início do Imposto de Renda, privilégios de uma pequena elite financeira deram lugar a conquistas para a maioria do povo brasileiro”, disse na abertura do discurso.
Lula fala em estímulo ao consumo
Durante o pronunciamento de pouco mais de seis minutos, o mandatário comparou o impacto da isenção a um 14º salário. Segundo ele, um trabalhador que ganha R$ 4.800 deve economizar cerca de R$ 4 mil por ano. O presidente afirmou ainda que o aumento do poder de compra tende a estimular setores da economia.
“Esse alívio no IR significa mais dinheiro no bolso, que significa maior poder de compra, que significa aumento no consumo, que faz a roda da economia girar”, sublinhou Lula.
O petista repetiu que a compensação pela perda de arrecadação virá da taxação dos chamados super-ricos — cerca de 140 mil contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil. A alíquota poderá chegar a 10%. “Estamos falando de 0,1% da população, gente que ganha dezenas de vezes mais que 99% do país”, disse.
Lula também citou programas sociais como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, e afirmou que a reforma do IR integra uma estratégia mais ampla de enfrentamento da desigualdade. Ele mencionou dados do Ipea que apontam os menores níveis de desigualdade desde 1995, embora tenha reconhecido que “o desafio permanece”.






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