Ministro que censurou artistas revoga liminar a pedido do partido de Bolsonaro

Ao aceitar o pedido de arquivamento da ação sobre manifestações políticas no festival Lollapalooza, o ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral, revogou a própria liminar em que mandou censurar os atos durante o festival. Na noite desta segunda-feira (28/3), Araújo homologou o pedido de desistência e revogou a liminar que proibia qualquer manifestação política…

Ao aceitar o pedido de arquivamento da ação sobre manifestações políticas no festival Lollapalooza, o ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral, revogou a própria liminar em que mandou censurar os atos durante o festival.

Na noite desta segunda-feira (28/3), Araújo homologou o pedido de desistência e revogou a liminar que proibia qualquer manifestação política no festival, sob pena de multa de R$ 50 mil.

Segundo a jornalista Monica Bergamo, da Folha, na decisão o ministro culpa unicamente o Partido Liberal (PL), que ingressou com a ação, pela tentativa de censura, eximindo-se de qualquer responsabilidade.

Conforme Araújo, sua decisão foi tomada “com base na compreensão de que a organização do evento promovia propaganda política ostensiva estimulando os artistas” a se manifestar politicamente.

Para o ministro, o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, deu a entender que a organização do Lollapalooza “supostamente estaria estimulando a propaganda eleitoral ostensiva e extemporânea no aludido evento”.

Alguns colunistas informaram hoje que vários ministros do TSE, colegas de Araújo, ficaram irritados com a liminar concedida por ele, que foi considerada um ato de censura da Justiça eleitoral sobre a livre manifestação política. 

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