O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido do PDT nacional e manteve o senador Cid Gomes no comando do diretório do partido no Ceará. Em sua decisão, Toffoli desconsiderou a intervenção na seção cearense decidida pela cúpula da sigla em 27 de outubro, informa Guilherme Amado, no Metrópoles.
A Justiça já havia suspendido essa intervenção em 10 de novembro, mas a cúpula nacional do partido recorreu. Em seu despacho, Toffoli manteve a decisão do juiz Cid Peixoto do Amaral, que já decidira a favor de Cid Gomes. O ministro considerou, ao contrário do alegado pelo PDT, que a ordem de Peixoto não violou um entendimento do STF a respeito da autonomia partidária.
Dias Toffoli também anotou que o partido pode buscar reverter a decisão por meio dos recursos cabíveis, e não através de uma reclamação ao Supremo, como fez o PDT. A ação havia sido protocolada no STF pelo presidente em exercício do partido, o deputado cearense André Figueiredo, aliado do ex-ministro Ciro Gomes, que trava uma disputa política com o irmão Cid.
Os grupos encabeçados pelos irmãos Gomes estão em conflito aberto no PDT do Ceará. As diferenças se dão sobretudo quanto ao posicionamento do partido em relação ao governo estadual, do petista Elmano de Freitas, e às eleições municipais de 2024. Cid defende aliança com Freitas e com o PT nas eleições. Ciro e seu grupo resistem.
Apesar da vitória no STF, Cid Gomes e seu grupo político devem deixar o PDT e avaliam destinos partidários. Entre as opções, estão PT e PSB.





