Ministro do STF atacado por bolsonaristas afirma que “desrespeito às instituições e às pessoas atrasa o país” (Assista ao vídeo)

Insultado e perseguido por bolsonaristas na noite de quinta-feira em dois locais da cidade de Porto Belo, litoral de Santa Catarina, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, emitiu nota nesta sexta: “A democracia comporta manifestações pacíficas de inconformismo, mas impõe a todos os cidadãos o respeito ao resultado das urnas. O desrespeito…

Insultado e perseguido por bolsonaristas na noite de quinta-feira em dois locais da cidade de Porto Belo, litoral de Santa Catarina, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, emitiu nota nesta sexta: “A democracia comporta manifestações pacíficas de inconformismo, mas impõe a todos os cidadãos o respeito ao resultado das urnas. O desrespeito às instituições e às pessoas, assim como as ameaças de violência, não fazem bem a nenhuma causa e atrasam o país, que precisa de ordem e paz para progredirmos”.

Nota do gabinete do ministro relata que Barroso jantava com amigos num restaurante quando sofreu os primeiros insultos. Os agressores eram bolsonaristas que voltavam de bloqueios golpistas em rodovias.

“Quando eles iniciaram protestos do lado de fora do estabelecimento, o ministro preferiu retirar-se para não causar transtornos aos demais clientes do local. A manifestação ameaçava fugir ao controle e tornar-se violenta, tendo a segurança aventado o uso de força policial para dispersar a aglomeração. Diante disso, o ministro, em respeito à vizinhança e para evitar confronto entre polícia e manifestantes, retirou-se do local”, afirmou o gabinete.

Barroso não esteve próximo aos bolsonaristas, que gritaram palavras de ordem contra o STF, cantaram o hino nacional, xingaram o ministro como “lixo”, “vagabundo” e “ladrão” e afirmaram que ele não era bem-vindo à vizinhança.

“”Não houve proximidade física ou agressão. Tampouco houve qualquer registro de dano patrimonial nos locais, que seja de conhecimento do ministro”, informou o gabinete do STF.

A Polícia Militar escoltou o carro de Barroso na saída da residência, já de madrugada. Mas registrou que as manifestações foram realizadas de forma “pacífica e ordeira” e que “a autoridade deixou o local sem nenhum tipo de conflito mais grave”.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral desde 2020 até o início deste ano, Luís Roberto Barroso confrontou o autoritarismo do presidente Bolsonaro – que já o acusou de criminoso – e se tornou odiado pelos bolsonaristas. Ele não esteve no encontro de Bolsonaro com ministros do STF, na quarta-feira.

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