A tentativa de legalizar o lobby no país não é nova. Propostas circulam há mais de uma década pelos corredores do poder, mas nunca houve consenso.
Projeto de lei foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e encaminhado ao Congresso Nacional no último dia 9, quando se comemorava o Dia Internacional de Combate à Corrupção, parece que desta vez tem chances de progredir.
Ele é defendido pelo principal responsável pela elaboração do projeto de lei, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. Ele avalia que o Brasil está, enfim, preparado para legalizar o lobby. Em entrevista ao Valor, ele afirma que a aprovação da proposta ajuda o pleito do governo brasileiro de ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
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Wagner Rosário promete regulamentar a intermediação de interesses privados perante o poder público, questão central no processo de discussão do projeto. Segundo ele, o grande legado do projeto será justamente iluminar o que acontece todos os dias nos gabinetes de Brasília. “O principal ganho é a transparência e a integridade dessa relação”, afirma.
Dessa vez, segundo Rosário, a pressão internacional, associada a um ambiente político mais maduro e à existência de padrões internacionais para a atividade possibilitaram o avanço da matéria.






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