O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Investigação Penal de Nova Friburgo, denunciou na terça-feira (26) oito pessoas que ofenderam, empurraram e atacaram, com garrafas, pedras e ovos, a deputada estadual Marina do MST (PT-RJ), em agosto de 2023.
Os crimes foram praticados durante um encontro marcado, pela deputada, com a população de Lumiar, na Região Serrana do Rio.
Foram denunciados Jailton Barroso Eller, por incitar publicamente a prática de crime, Wanderlêi Araujo, Leandro Nascimento Longo, Manoel João Leal, Marcos Halley da Silva Klein, Aderlã de Oliveira Frez, Maria Conceição Costa e Samara Thuller de Oliveira, por injúria real e constrangimento ilegal.
De acordo com a denúncia, um dia antes do evento, por meio de um aplicativo de mensagens, Jailton conclamou que pessoas comparecessem ao local para impedir a realização do encontro da deputada, que supostamente iria invadir terras, com a população.
Assim, no dia 12 de agosto do ano passado, os outros sete denunciados, atendendo ao comando, compareceram ao local, acompanhados de várias outras pessoas não identificadas e passaram a xingar a deputada, que foi violentamente empurrada para fora do coreto da praça de Lumiar, local designado para a reunião. Na ocasião, os denunciados e seu grupo ainda passaram a arremessar líquidos e garrafas na direção da deputada.
Escoltada pela Polícia Militar, a deputada estadual e seu grupo seguiram até o pátio do posto de policiamento, onde puderam realizar a reunião, em que pese terem sido acompanhados pelo grupo oposto que, então, passou a gritar e a jogar ovos na deputada e seus apoiadores.
“Note-se que o crime de injúria real foi praticado contra funcionária pública, em razão de suas funções, bem como na presença de diversas pessoas”, diz trecho da denúncia do MPRJ.
A Promotoria de Investigação Penal de Nova Friburgo ainda propôs transação penal para outras três pessoas, que praticaram crimes de menor potencial ofensivo no mesmo contexto, com o pagamento de um salário mínimo, proibição de se ausentarem da comarca onde residem por mais de 20 dias, sem prévia autorização do juiz e comparecimento pessoal e obrigatório ao Juízo, bimestralmente, para informar e justificar suas atividades.
A denúncia foi recebida nesta seguna-feira (1º) pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Nova Friburgo.





