O deputado Carlos Minc (PSB) criticou, na sessão desta quinta-feira (16) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o esvaziamento do plenário durante as votações. Embora o painel registrasse quórum de 55 deputados, apenas cerca de 12 estavam fisicamente presentes. O parlamentar, que já havia levantado o tema em outras ocasiões, defendeu que o voto virtual seja mantido, mas com limitações.
“Sou favorável ao voto virtual, todos nós já usamos, mas há uma diferença quando o parlamentar está aqui. Às vezes, um deputado apresenta uma emenda e não está presente para discuti-la”, afirmou Minc, sugerindo que o sistema remoto seja permitido apenas em parte das sessões.
Equilíbrio entre tecnologia e presença física
O deputado argumentou que a presença de um colega facilita o diálogo e a construção coletiva das propostas. “Quando estamos aqui, discutimos, conversamos, ajustamos o texto. É diferente de quando o parlamentar está apenas conectado”, destacou.
Durante o debate, a deputada Franciane Motta (Podemos), que acompanhava a sessão remotamente, reagiu à fala: “Não estou presencial, mas estou acompanhando aqui, hein?”. Minc respondeu dizendo não ser contra o voto virtual, mas defensor de um equilíbrio entre as modalidades.
O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), reconheceu a preocupação do parlamentar, mas ponderou que o modelo híbrido é uma realidade consolidada.
“O mundo está virtual, infelizmente. O Congresso Nacional está assim. Ano que vem é ano de eleição, é normal que a produção presencial caia”, afirmou Bacellar, ressaltando que a proposta poderá ser debatida pela Mesa Diretora.
O deputado Luiz Paulo (PSD) afirmou que a presença em plenário é uma forma de valorização do trabalho legislativo. “Não sou do mundo virtual e me nego à presença remota estando aqui todo dia. A minha forma de protesto é com a minha presença”, declarou.






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